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Metro: Degradação dos serviços volta a ser criticada

Trabalhadores e utentes voltam a criticar a contínua degradação do serviço prestado pelo Metro de Lisboa onde as perturbações nas linhas e os longos tempos de espera entre comboios são uma constante.
A contínua degradação dos serviços do Metro volta a ser alvo de críticas. Foto de Paulete Matos
A contínua degradação dos serviços do Metro volta a ser alvo de críticas. Foto de Paulete Matos

A dirigente da Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (Fectrans), Anabela Carvalheira, disse este domingo à agência Lusa que nos últimos meses os utentes daquele meio de transporte têm vindo exigir um serviço público que neste momento “não está a ser assegurado”.

Para aquela dirigente sindical tal facto fica a dever-se não só à “falta de trabalhadores nas áreas operacionais” como também ao “desinvestimento levado a cabo nos últimos quatro anos, com o objetivo de privatizar a empresa”.

De acordo com a sindicalista o facto de não haver peças de substituição para o material circulante agravou a situação razão pela qual “há grandes picos de espaçamento de tempo entre comboios".

“Sem a matéria-prima e matéria humana não se consegue prestar um serviço público de qualidade e os utentes queixam-se de que andam no Metro com espaçamentos enormes e que não têm as condições que tiveram em anos anteriores”, sublinhou a dirigente da Fectrans.

Anabela Carvalheira diz ainda que o sindicato não está contra as anunciadas obras que, de acordo com a empresa, vão começar no verão de 2017, e reconhece que “para haver evolução tem de haver sacrifício de alguns utentes e trabalhadores num determinado período”.

Critérios “economicistas”

No entanto nota que “não aceitamos que as coisas sejam feitas em cima do joelho. Não podemos dizer que vamos fechar Arroios sem saber se há concurso, se já foi aprovado, se está orçamentado ou por quanto tempo a estação vai estar encerrada”, refere, recordando que esta é uma “estação nevrálgica na Almirante Reis” que é muito utilizada por uma população envelhecida.

Por seu turno, a representante da Comissão de Utentes dos Transportes de Lisboa, Cecília Sales exigiu que o Metro “reconsidere e reponha as quatro carruagens na Linha Verde, para ver se acabam as sobrelotações horríveis dignas de terceiro mundo”.

Para a comissão, é possível do ponto de vista técnico repor a quarta carruagem na linha Verde que foi retirada em 2012 “sem justificação e por motivos economicistas”.

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