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Metro de Lisboa em greve neste domingo

A partir das 23h deste sábado, a greve deverá provocar perturbações, coincidindo com a realização do Rock in Rio. Trabalhadores do Metro lutam por aumentos salariais dignos, contra a falta de condições de trabalho e pela admissão de mais trabalhadores.
Metro de Lisboa - Foto de Paulete Matos
Metro de Lisboa - Foto de Paulete Matos

A greve dos trabalhadores do Metro de Lisboa paralisará o serviço durante o domingo, 26 de junho, e só será retomado na segunda-feira, 27 de junho, às 06h30.

A greve de 24 horas, entre as 0h e as 24h de domingo, foi convocada Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações, contra a falta de condições de trabalho e os aumentos salariais de 0,9% propostos pela administração, entre outros motivos.

Além desta convocatória, da FECTRANS a paralisação foi convocada também pelos sindicatos: STRUP - Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos de Portugal (STRUP) STTM - Sindicato dos Trabalhadores da Tracção do Metropolitano de Lisboa; Sindem – Sindicato da Manutenção do Metropolitano; SITESE - Sindicato dos Trabalhadores do Setor de Serviços; STMETRO - Sindicato dos Trabalhadores do Metropolitano de Lisboa. Estes sindicatos divulgaram um comunicado conjunto.

Nesse documento, as organizações sindicais referem que foram realizados 6 plenários de trabalhadores da empresa, que rejeitaram as propostas da administração e aprovaram um pré-aviso de greve a todos os serviços no dia 26 de junho. Os sindicatos, que apelavam à unidade dos lembravam ainda que está em vigor o aviso prévio ao tempo suplementar e eventos especiais.

Os sindicatos sublinharam ainda que as principais exigências dos trabalhadores são melhores condições de trabalho, “o que só acontecerá com a rápida admissão de novos trabalhadores”, aumentos salariais dignos (acima dos 0,9% propostos pela administração), progressão nas carreiras e “acima de tudo, particularmente na área da DOP, respeito por parte da direção”.

Apesar do anúncio da administração que já iniciou a contratação de maquinistas e o reforço das equipas de manutenção, os trabalhadores decidiram manter a greve.

Segundo a Lusa, as contratações decorrem de uma autorização concedida pelo Governo, no âmbito do Plano de Atividades e Orçamento de 2022, para a contratação de 58 trabalhadores: 34 agentes de tráfego, 13 oficiais de manutenção, dois inspetores de obra e nove técnicos especializados.

Entre março e maio deste ano foram efetuadas oito greves parciais, entre as 5h e as 9h, segundo a empresa.

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