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Metade dos trabalhadores migrantes de Singapura já tiveram covid-19

A cidade-estado tem apresentado dados oficiais de infeções muito baixos entre os locais. Mas os números de infetados entre os trabalhadores mal pagos e que vivem em dormitórios são enormes.
Migrantes do Sul da Ásia em Singapura. Foto de Rob OBrien/Flickr.
Migrantes do Sul da Ásia em Singapura. Foto de Rob OBrien/Flickr.

A taxa de prevalência da Covid-19 nos trabalhadores migrantes que vivem em dormitórios em Singapura é de 47%, segundo as autoridades fizeram saber esta terça-feira. Um número bem mais alto do que o anteriormente comunicado.

A cidade-estado tinha declarado, desde o início da pandemia da Covid-19, um total de cerca de 58 mil casos. Sabia-se já que a esmagadora maioria dos infetados declarados eram trabalhadores do sul da Ásia que aí vivem em dormitórios apinhados de pessoas. Agora, segundo a Reuters, aos 54.505 trabalhadores que testaram positivo aos testes PCR (polimerase chain reaction que significa, em português, reação em cadeia da polimerase) vêm juntar-se mais 98.289 que testaram positivo a testes de serologia. Faltam ainda testar, segundo o governo, cerca de 65.000 destes trabalhadores, uma vez que o governo decidiu fazer testes de serologia em todos os trabalhadores migrantes que vivem nestes dormitórios.

Ao passo que os testes PCR dão conta de infeções existentes, os de serologia indicam que houve no passado uma infeção. A maior parte dos países apenas aplica testes de serologia com base em amostras de forma a fazer estimativas sobre o número de infeções na população total.

O território chegou a ser apresentado como modelo no combate à pandemia. Singapura reporta apenas os casos detetados através de testes PCR e, de acordo com a contabilidade oficial do Ministério da Saúde, tem uma taxa de prevalência fora destes dormitórios de cerca de 0,25%. Oficialmente tem também a mais baixa taxa de fatalidade do vírus, com 29 mortes.

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