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Mesa de diálogo com Catalunha foi moeda de troca para viabilizar governo espanhol

O acordo entre a Esquerda Republicana e o PSOE foi aprovado por larga maioria na direção do partido catalão e garante a viabilização do executivo de Pedro Sánchez e Pablo Iglesias na próxima terça-feira.
Momento da votação desta quinta-feira do Conselho Nacional da ERC. Foto publicada por Raquel Sans Guerra/Twitter

O Conselho Nacional da Esquerda Republicana Catalã (ERC) reuniu esta quinta-feira para dar luz verde à viabilização do governo de coligação PSOE/Unidas Podemos e pouco depois o PSOE e a ERC enviavam o texto à imprensa, sem nenhum ato público conjunto convocado para o efeito.

O acordo determina a criação de uma “mesa bilateral de diálogo, negociação e acordo para a resolução do conflito político” entre a Catalunha e o Estado espanhol, composta por figuras nomeadas pelos dois governos de forma paritária. Quanto ao calendário de trabalho, apenas se sabe que o início será até quinze dias após o governo tomar posse.

Segundo o texto divulgado por ambos os partidos, as medidas saídas deste acordo serão submetidas “a validação democrática através de consulta à cidadania da Catalunha”.

A abstenção dos treze deputados da ERC no parlamento espanhol é decisiva para a maioria necessária na segunda votação da investidura do novo governo, que deverá ter lugar na próxima terça-feira. Logo após o anúncio deste acordo, a presidente do Congresso espanhol, Meritxell Batet, convocou o plenário para o próximo sábado, domingo e terça-feira. Tudo indica que a primeira votação possa ter lugar no domingo, a tempo de os deputados partirem depois para os festejos da noite de Reis.

Esta sexta-feira, o PSOE vai continuar a somar apoios por entre os partidos representados no parlamento, com anúncios previstos por parte do Nueva Canarias, Compromís e Teruel Existe, depois de no início da semana ter fechado um acordo com o Partido Nacionalista Basco. Apoios a que se somarão os da esquerda nacionalista galega do BNG e basca do EH Bildu para viabilizar o governo. Mas também há uma baixa entre os apoios já declarados: segundo o El Periódico, após conhecer o acordo entre PSOE e ERC, o Partido Regionalista da Cantábria anunciou que afinal o seu deputado único no Congresso votará contra a investidura de Pedro Sánchez.

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