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Menores agredidos em esquadra da PSP

SOS Racismo denuncia agressões a cinco jovens menores numa esquadra no Seixal.
Mão ferida de um dos jovens agredidos
Mão ferida de um dos jovens agredidos, foto de SOS Racismo.

Uma denúncia apresentada pelo SOS Racismo à Comissão para a Igualdade e Contra a Discriminação Racial que foi tornada pública relata as agressões por parte de agentes da PSP de que foram vítimas um grupo de cinco jovens. 

Segundo o comunicado da associação antirracista, os menores saíam dos treinos de futebol no Arrentela Futebol Clube e estavam no autocarro para casa quando um revisor lhes pediu os bilhetes. Todos tinham passe ou bilhete, exceto um, por quem todos pediram desculpa e se ofereceram para pagar a passagem. O revisor, segundo os jovens visivelmente embriagado, após a compra do bilhete continuou a interpelá-los. Os passageiros do autocarro confirmaram que não houve, da parte dos jovens, nenhuma atitude de desrespeito nem de violência.

Descreve o SOS Racismo que na paragem da Torre da Marinha, o revisor pediu ao motorista para parar em frente à Super Esquadra da PSP, os jovens perguntaram ao motorista o que se passava, que lhes respondeu que tinha de obedecer ao revisor "senão ele vai fazer queixa de mim ao meu chefe”. O revisor regressou ao autocarro com cinco polícias, que obrigam os jovens a sair, apesar dos protestos dos demais passageiros. Ao saírem do autocarro, um dos jovens começou a ser agredido pela polícia, e o autocarro arrancou. Os jovens foram levados para dentro da esquadra, onde são agredidos com “chapadas, pontapés, cacetadas”. Os cinco polícias que os agridem não estavam identificados, nem se identificaram.

As agressões terminaram com a entrada de uma agente na sala onde estavam a decorrer, que manifestou o seu desagrado com a situação. Durante o período em que os jovens estiveram detidos, nenhum encarregado de educação foi contactado ou informado sobre a situação. Apesar de a PSP terem tentado impedir a apresentação de queixa por parte das família dos jovens, conseguiram formalizá-la a aguardam agora desenvolvimentos da situação.

O SOS Racismo conclui, perguntanto “enquanto a impunidade prevalecer e o Estado continuar a esforçar-se para encobrir estas situações, a violência policial e de extrema-direita sente-se à vontade para continuar. Até quando?”

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