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Memórias: Emmanuel Nunes

No dia 2 de setembro de 2012, morreu Emmanuel Nunes. Foi um compositor português de música de vanguarda com uma carreira académica de grande relevo, durante a qual esteve associado a grandes figuras da música contemporânea. Por António José André.
Emmanuel Nunes, 2007 – Foto Francisco F. Neves/Lusa
Emmanuel Nunes, 2007 – Foto Francisco F. Neves/Lusa

Emmanuel Nunes começou os seus estudos musicais na Academia de Amadores de Música de Lisboa.

Sem perspetivas de progressão e por ser opositor do regime de Salazar, prosseguiu os estudos musicais na Alemanha e França.

Os seus mestres foram: Francine Benoît, Fernando Lopes Graça, Pierre Boulez, Henri Pousseur, Georg Heike e Karlheinz Stockhausen).

Emmanuel Nunes utilizava nas suas composições as mais variadas técnicas, mantendo-se próximo da linguagem atonal.

Foi professor de composição e música de câmara, no Conservatório Nacional Superior de Música e Dança de Paris, entre 1992 e 2006.

E foi professor de composição no Institut für Neue Musik da Hochschule für Musik Freiburg (1986-1992). Deu cursos na Fundação Calouste Gulbenkian, na Universidade de Harvard, e em Darmstadt.

Obteve o 1.º prémio de Estética Musical (classe de Marcel Beaufils) do Conservatório Nacional Superior de Música de Paris, em 1971, e o Prémio do International Music Council (UNESCO) para compositores, em 1999.

Emmanuel Nunes foi um compositor português da música de vanguarda com uma carreira académica de grande relevo, durante a qual esteve associado a grandes figuras da música contemporânea.

Emmanuel Nunes morreu 2 de setembro de 2012, em Paris com 71 anos.

Pode escutar aqui “Litanies du Feu et de la Mer, nº1” (1969):

 

Litanies du feu et de la mer II

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