Membros do grupo La Manada expulsos de piscina em Sevilha

21 de August 2018 - 15:30

Membros do grupo autodesignado por La Manada foram expulsos de uma piscina pública em Sevilha e declarados “personas non gratas” no município. O grupo de cinco homens violou uma jovem numa festa popular em 2016, filmou o crime e partilhou-o no WhatsApp.

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Membros do grupo La Manada expulsos de piscina em Sevilha
O grupo de cinco homens numa fotografia tirada nas festas de San Firmín, em 2016.

Quatro dos cinco elementos do grupo autodesignado por La Manada estavam numa piscina pública em Sevilha quando foram identificados por utentes, tendo gerado um grande “alarme social”.

Segundo o comunicado do Ayuntamiento de Palomares del Río, pelo menos dois elementos do grupo foram reconhecidos por banhistas no complexo municipal, tendo sido insultados pelas pessoas presentes e levados para uma zona afastada. Os elementos tomaram banho na piscina, tendo aguardado pelo seu encerramento para poderem sair do local.

Os cinco homens tornaram-se conhecidos por todo o Estado Espanhol depois de terem violado uma jovem nas festas de São Firmin no ano de 2016, gravado o crime com os telemóveis e terem difundido a gravação na aplicação WhatsApp.

Na piscina estavam presentes quatro dos cinco elementos do grupo. O único elemento ausente era Angel Boza, estando atualmente a cumprir pena por furto. Os restantes elementos condenados por violação de uma jovem encontravam-se na piscina para celebrar o aniversário de um funcionário municipal. A presença dos elementos da La Manada incomodou os restantes utentes, que os insultaram e exigiram a sua saída.

"Nesta equipa de governo, não vamos permitir que pessoas declaradas "non gratas" pelo plenário desta Câmara venham ao nosso município utilizar os nossos espaços públicos para provocar alarme social, nem vamos permitir que um operário municipal utilize as dependências municipais para uso pessoal, dos seus familiares ou dos amigos", é possível ler no comunicado do Ayuntamiento, assinado por Juana Caballero, presidente eleita pela Esquerda Unida.

"Não vamos permitir que Palomares del Río se converta num refúgio de violadores nem de delinquentes, nem vamos tolerar que os nossos cidadãos se sintam alarmados por este tipo de visitantes indesejáveis", lê-se ainda. O documento informa igualmente que será aberto um processo disciplinar ao funcionário, com o objetivo de apurar as suas responsabilidades quanto ao "uso indevido de instalações públicas para benefício de violadores".