You are here

Marisa reafirma solidariedade com a luta pelos direitos humanos de Denis Mukwege

O Nobel da Paz congolês que enfrenta ameaças de morte no seu país foi ouvido pelo Parlamento Europeu. Marisa Matias sublinhou a esperança na vitória dos direitos humanos sobre os interesses das multinacionais.

Esta segunda-feira, os deputados do Parlamento Europeu da sub-comissão de Direitos Humanos receberam, através de videoconferência, o ginecologista congolês Denis Mukwege, que foi recentemente ameaçado por grupos armados das províncias de Kivu do Sul e Ituri, na República Democrática do Congo.

O médico ginecologista, especializado no tratamento de mulheres que foram violadas por milícias na guerra civil do Congo, tratou de milhares de mulheres ao longo de décadas e é reconhecido internacionalmente, tendo recebido o prémio Nobel da Paz em 2018, o prémio Sakharov em 2014, entre outros.

Os membros do parlamento presentes na reunião discutiram a situação dos direitos humanos na República Democrática do Congo e lançaram um apelo às autoridades deste país, mas também à comunidade internacional, no sentido de garantir a segurança de Mukwege, assim como de outros defensores dos direitos humanos que trabalham naquela região.

A discussão também abordou as causas que estão na origem dos conflitos no país, tais como a corrupção, a delapidação de recursos naturais e as violações de direitos humanos, ligadas à exploração de minerais por empresas multinacionais, ou os obstáculos judiciais criados para impedir o combate aos criminosos de guerra, permitindo a sua extradição.

Marisa Matias, membro da sub-comissão, teve a oportunidade de demonstrar a sua solidariedade e disponibilidade para “ajudar no que for possível, na luta que [Denis Mukwege] trava pela defesa dos direitos humanos e para defender a sua vida”.

A eurodeputada perguntou ao médico congolês se já houve avanços na implementação da “certificação obrigatória do abastecimento de recursos naturais e transparência na cadeia de produção”, medida defendida pelo médico congolês, que poderia evitar o financiamento do conflito, assim como mortes e ataques aos direitos humanos, acabando com um “comércio internacional banhado em sangue”.

Termos relacionados Política
(...)