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Marisa Matias propôs embargo à venda de armas a terroristas e à compra de petróleo ao EI

A eurodeputada bloquista propôs várias vezes uma moratória à exportação de armas e à compra de petróleo oriundo das zonas controladas pelo Estado Islâmico. Marisa Matias lamentou que as propostas não tenham tido acolhimento e que “o negócio continue a contar mais do que as vidas perdidas ou destruídas”.

Em junho de 2015, o Parlamento Europeu chumbou a emenda apresentada por Marisa Matias que propunha uma moratória ao financiamento e venda de armas aos grupos armados que intervêm na guerra na Síria, bem como à compra de petróleo dos poços controlados pelo Estado Islâmico.

Numa nota publicada no seu facebook, a eurodeputada reagiu à votação, referindo que “ainda não tenha sido desta que passou o embargo à venda de armas aos grupos terroristas, nem a moratória à compra de petróleo nos territórios ocupados pelo auto-proclamado Estado Islâmico”.

“O negócio continuou a contar mais do que as vidas perdidas ou destruídas”, lamentou.

Em outubro do ano passado, e “pela enésima vez”, Marisa Matias questionou novamente o Conselho Europeu se “existe ou existirá algum dia uma ação concertada por parte das instituições europeias e dos governos europeus para, não apenas uma condenação, mas uma moratória à venda de armas para os territórios em conflito, e uma moratória para a compra de petróleo em territórios ocupados pelo auto-proclamado Estado Islâmico”.

“Somos excelentes a falar sobre os outros, a dar lições de moral e de como se devia fazer, olhemos para as nossas responsabilidades”, frisou a dirigente do Bloco.

Em março deste ano, durante a sua intervenção na sessão internacional da iniciativa “Celebração do 8 de março – Feminismo contra a guerra”, organizada pelo Bloco de Esquerda, Marisa Matias voltou a reforçar a ideia de que a “Europa tem de acabar com financiamento dos grupos que fazem a guerra”.

Embargo às armas e petróleo: insistir até ter respostas - Marisa Matias 2015.10.07

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