Marisa Matias: “Em democracia não há voto VIP”

21 de November 2015 - 10:50

A candidata presidencial criticou Cavaco Silva por achar “que são os banqueiros que falam pelo país e não aqueles que o país elegeu” e lamentou a normalidade com que o ainda Presidente, "mais de um mês e meio depois de os portugueses terem votado", ainda não ter dado aos portugueses a alternativa que estes exigiram.

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Foto de João Abecasis

Marisa Matias esteve esta sexta-feira em Almada, onde se apresentou como a candidata que quer “contribuir para uma resposta urgente, que não deite abaixo a esperança que está a renascer no nosso país”.

Dividiu-se em emoções, ao classificar esta sexta-feira como um dia vergonhoso para a Europa, devido ao fecho das fronteiras, mas congratulou-se pelo dia em que, em Portugal, celebrámos o direito a decidir, a igualdade na adoção e a procriação medicamente assistida, sem discriminação - diplomas aprovados esta sexta-feira na Assembleia da República, com os votos da maioria de esquerda. 

“Para um/a Presidente de uma República democrática todos os direitos são prioritários”, salientou. A candidata disse, ainda, que um Presidente digno das suas funções é um Presidente que responde pelos direitos das famílias despedaçadas pela emigração e pelas famílias reduzidas à miséria” e que este “tem de ser uma garantia contra o abuso, contra a injustiça e contra a desigualdade”.

Marisa lembrou, ainda, os treze anos em que Marcelo Rebelo de Sousa comentou tudo, mas em que “nunca se ergueu para defender os salários de quem trabalha e as pensões de quem trabalhou a vida inteira”.

A candidata conclui dizendo que irá fazer uma campanha “falando dos problemas concretos, sobre aquilo que enfrentamos,  e não sobre abstrações”.

“Em nome da liberdade, faremos de Cavaco passado”

Já a deputada Joana Mortágua recordou como “a direita revanchista fez recuar uma lei que foi aprovada em referendo” e como agora apelou a Cavaco Silva para que não deixasse passar “esta lei da liberdade”. A dirigente bloquista lembrou, igualmente, “como o candidato da direita, que agora se diz o não-político, já fez muitas campanhas políticas, e uma delas foi a campanha da vergonha, pela criminalização das mulheres que abortam”.

“Em nome da liberdade, faremos de Cavaco passado, e não abriremos as portas para que passe Marcelo”, frisou Joana Mortágua.

Para Alfredo Barroso, que foi chefe da Casa Civil do Presidente da República Mário Soares, "nenhum dos outros candidatos a PR tem a preparação, a experiência e os conhecimentos de Marisa Matias. Tanto a nível interno, como a nível externo. Tanto a nível político, como a nível económico e social", e acrescentou que com a sua candidatura não é só "a democracia que está a passar por aqui", mas também "a liberdade, a justiça e a fraternidade".

As eleições presidenciais decorrerão no próximo dia 24 de Janeiro. Para propor a candidatura de Marisa Matias clique aqui.