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Marisa Matias e José Gusmão voltam a confrontar Bruxelas com o perigo de Almaraz

No documento endereçado à Comissão Europeia, os eurodeputados do Bloco referem as falhas graves e recorrentes de segurança na central nuclear, que constituem “uma ameaça ambiental e de saúde pública para o Estado Espanhol e para Portugal”.

Marisa Matias e José Gusmão lembram que, não obstante todos os alertas e os vários acidentes e incidentes que se têm verificado, as três elétricas espanholas que exploram Almaraz - Iberdrola (53%), Endesa (36%) e Naturgy (11%) - têm prorrogado o seu funcionamento, agora previsto até 2028.

“Esta prorrogação reforça a possibilidade de ocorrência de um acidente com repercussões preocupantes ou irreversíveis”, alertam os eurodeputados.

Ao ser interpelada pelo Bloco em 2016, a Comissão Europeia afirmou não estar ainda decorrido o prazo de transposição da Diretiva 2009/71/Euroatom, actualizada em 2014.

 

“Estando já terminado esse prazo desde 2017, de que forma justifica a Comissão o não cumprimento dos padrões aí estabelecidos?”, questionam Marisa Matias e José Gusmão.

Os eurodeputados querem ainda saber que medidas a Comissão Europeia tem tomado, e continuará a tomar, para assegurar que o Estado Espanhol cumpre as disposições comunitárias aplicáveis e se, no caso de concluir pelo incumprimento, esta irá pressionar o Estado Espanhol a encerrar a central nuclear de Almaraz.

O grupo parlamentar do Bloco também entregou uma pergunta ao Ministério do Ambiente e da Ação Climática na sequência dos últimos incidentes que aconteceram nesta central, nomeadamente as paragens inesperadas dos interruptores. Na missiva, a tutela é questionada sobre se existem planos de evacuação para as populações dos distritos de Castelo Branco, Portalegre e Santarém e se o Estado português foi informada do processo de licenciamento da central até 2028.

Termos relacionados Almaraz - ameaça nuclear, Ambiente
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