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Marisa defende “estabilização, acesso e redistribuição” na justiça

Para Marisa Matias, a aplicação do novo mapa judiciário, não só "não resolve a questão do acesso à justiça", como contribui para que esta se torne “bastante mais distante”.
Foto de Inácio Rosa/ Lusa

No único ato de campanha do dia, uma visita institucional ao Tribunal de Loures, Marisa Matias sublinhou que “a justiça é um pilar fundamental da democracia”, e alertou para o distanciamento desta em relação aos cidadãos, que se torna cada vez mais evidente.

Para a candidata presidencial, é preciso acabar com a “constante experimentação” e começar a “estabilização” na área justiça, defendendo que “sem uma justiça a funcionar, não teremos a democracia a funcionar de forma plena”. Na opinião de Marisa Matias, é particularmente necessária “uma redistribuição dos processos pelo país” e repensar “a forma como estão distribuídos os tribunais”.

Este mapa judiciário não resolve a questão do acesso à justiça

Explicou que é preciso garantir que a “concentração enorme e excesso de processos” que acontece em comarcas como aquela que visitou em Loures, não exista, quando “noutros pontos do país há um esvaziamento, em que há tribunais encerrados ou de portas abertas mas sem processos suficientes”

A candidata alertou assim para a importância de garantir um acesso à justiça “igual para todos e não em função dos recursos económicos e capacidade de deslocação”, porque só dessa forma teremos condições para responder a todos os problemas, tratando “toda a gente da mesma forma, ou seja, de uma forma isenta e justa".

Gosto muito de preservar a distinção e separação entre a justiça e a política

"Se uma pessoa tiver que se deslocar 70 ou 100 quilómetros para poder tratar de um problema de justiça e se outra pessoa der de caras com um tribunal que está tão a abarrotar de processos que o seu problema demora muito tempo a ser resolvido, este não é o mapa da justiça que nós precisamos", reiterou, afirmando que "não pode haver cidadãos de primeira e de segunda”.

Já quando questionada sobre os processos em curso que envolvem figuras do universo da política disse apenas que “gosto muito de preservar a distinção e separação entre a justiça e a política”

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