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Marisa defende entendimento à esquerda para contrato na saúde

Em entrevista ao Jornal de Notícias, a candidata presidencial defende “um contrato para a saúde”, algo essencial para uma resposta “mais robusta” à crise pandémica, resposta que foi travada pela relação entre Marcelo e Costa.
“Não é indiferente se um programa que coloca o SNS, o combate à precariedade e às alterações climáticas no centro da campanha tem mais ou menos força eleitoral. Maior será a capacidade para influenciar entendimentos”.
“Não é indiferente se um programa que coloca o SNS, o combate à precariedade e às alterações climáticas no centro da campanha tem mais ou menos força eleitoral. Maior será a capacidade para influenciar entendimentos”. Fotogaleria esquerda.net.

Marisa Marias entende que existe na Assembleia da República “uma maioria que permite pensar na possibilidade de novos entendimentos”, entendimentos que considera “necessários em questões essenciais para o regime”, nomeadamente o Serviço Nacional de Saúde (SNS), diz numa entrevista publicada esta terça-feira no Jornal de Notícias.  

Por isso, considera “absolutamente fundamental” um contrato para a saúde. Mas para que ele exista, é necessário um Presidente que “contribua para se encontrarem soluções”.

A importância deste novo contrato pela saúde confirma-se com “as pessoas de vários quadrantes políticos e até sem ligação a partidos, [que] se juntaram a esta candidatura pela defesa intransigente do SNS e por um pacto mais alargado para termos um contrato na saúde, que proteja o SNS em termos de estruturas, financiamento e também dos profissionais”.

A possível reeleição de Marcelo Rebelo de Sousa “tem a marca de uma continuidade que, no que depender da dupla Marcelo/António Costa”, significa "uma continuidade que não nos ajuda nem protege neste contexto de crise”, explica. “É a continuidade na precariedade e nas relações promíscuas dos privados no que respeita ao SNS. E houve até influência direta por parte do Presidente para a manutenção dos privados”.

Por isso, diz, “não é indiferente se um programa que coloca o SNS, o combate à precariedade e às alterações climáticas no centro da campanha tem mais ou menos força eleitoral. Maior será a capacidade para influenciar entendimentos”.

Se, em 2015, saindo de uma crise de austeridade, a geringonça “permitia responder com uma linha política de combate à austeridade”,  neste momento de crise social e económica, “esse instrumento continua a fazer sentido. Não há razão para não poder haver no futuro um instrumento político que consiga conjugar esses esforços à Esquerda, no modelo que se entender”.

Marcelo Rebelo de Sousa “não fez tudo o que poderia ter feito para proteger mais o país e as pessoas. Por isso nos encontramos outra vez numa situação de crise”. Para Marisa Matias, a resposta à atual crise “falha sobretudo na proteção social”.

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