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Mário Machado vai continuar na prisão

O antigo dirigente da organização neonazi Frente Nacional (FN), e fundador do movimento racista Hammerskins Portugal, Mário Machado foi hoje notificado de que fica em prisão preventiva no processo em que é acusado de tentativa de extorsão.

O advogado de Mário Machado disse à Lusa que foi notificado hoje de manhã pelo tribunal criminal de Lisboa de que a juíza de julgamento decretou a prisão preventiva de Mário Machado, medida que, na prática, inviabiliza que o ex-dirigente da Frente Nacional saia em liberdade condicional na quarta-feira, conforme estava previsto, após cumprir 5/6 de uma pena de 10 anos de prisão, em cúmulo jurídico.

José Manuel Castro considerou como uma "coincidência" que a medida de prisão preventiva tivesse sido aplicada a Mário Machado na véspera da data para este sair em liberdade condicional e quando a sentença do caso de alegada tentativa de extorsão está marcada para quarta-feira à tarde.

Fundador do Hammerskins Portugal

Com o esquerda.net escreveu, o dia 3 de Outubro de 2008 fica na história portuguesa pela primeira condenação efectiva por discriminação racial. Dos 36 skinheads acusados de crimes de sequestros, ofensas corporais, posse ilegal de armas, distribuição de propaganda nazi e discriminação racial, 23 foram condenados à prisão, embora a mior parte tenha ficado com pena suspensa. Mário Machado, o líder do movimento Hammerskins Portugal apanhou 4 anos e 10 meses de prisão efectiva. 

Recorde-se que a Hammerskin Nation tem origem em Dallas no final dos anos 80 e depressa se expandiu pelo resto dos Estados Unidos, recrutando através da música que incita ao ódio racial. Hoje é considerado o grupo neonazi mais violento e melhor organizado nos Estados Unidos. Composto quase exclusivamente por homens, defendem a supremacia branca e consideram-se a “elite dos skinheads”. Em Portugal, o grupo é liderado por Mário Machado e oito dos arguidos no processo dos neonazis pertencem ao “capítulo” português.

Neste momento, Mário Machado é acusado de crime de extorsão, na forma tentada, um crime que terá cometido a partir da prisão e vai estar presente esta quarta-feira na Instância Central Criminal de Lisboa para ouvir o acórdão relativo ao caso de alegada tentativa de extorsão, a partir da cadeia, a um antigo cúmplice e sua mulher.

Machado, atualmente a cumprir uma pena de dez anos na cadeia de Alcoentre, tentou chantagear um antigo cúmplice, Bruno Monteiro, e a sua mulher, ameaçando-os que os denunciaria às autoridades por alegado tráfico de droga.

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