Maria Ganança é a candidata do Bloco à Câmara da Ponta do Sol

04 de September 2017 - 17:01

A histórica ativista sindical, politica e feminista do concelho madeirense vai continuar a lutar por melhores condições de vida para as pessoas.

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Maria Ganança é a candidata do Bloco à Câmara da Ponta do Sol. Foto Bloco.org da Madeira.
Maria Ganança é a candidata do Bloco à Câmara da Ponta do Sol. Foto Bloco.org da Madeira.

A candidata bloquista à Câmara da Ponta do Sol tem 70 anos, muitos deles de militância política e sindical. Maria Ganança participou nas principais lutas pela conquista de direitos das trabalhadoras domiciliárias, sobretudo bordadeiras, profissão que diz "ter muito orgulho" de também ter exercido.

Para a candidata, o projeto do Bloco de Esquerda pontassolense representa “a voz dos que, mesmo na adversidade e em tempos de dificuldade, não viram a cara à Luta”.
Maria Ganança é uma figura histórica da luta sindical e uma das poucas pessoas vivas que participou na denominada “Revolta das Águas”, ou “Luta das Águas”, na Lombada da Ponta do Sol. Uma revolucionária, como gosta de ser descrita, não hesitou em desafiar a ditadura e a PIDE quando, com apenas 16 anos, fez parte daquelas pessoas que lutaram para que a água de rega roubada aos agricultores da Lombada lhes fosse devolvida.

Esteve também na luta pelo pagamento justo da cana-de-açúcar e fez parte do grupo de pessoas que "tomou conta do engenho do Hinton" tendo conseguido que a cana fosse paga a "5 tostões ao quilo". Integrou a Direcção do Sindicato dos Bordados, o Conselho Regional da União dos Sindicatos da Madeira e o seu departamento feminino. Fez parte de diversas parcerias internacionais, tendo dado formação a bordadeiras na Madeira e em Cabo Verde.

Esteve em representação da sua estrutura sindical na Índia na Turquia e noutros países onde levou a arte e reputação do Bordado Madeira. Maria Ganança é uma mulher de muitas lutas e que não vira a cara aos desafios. Candidata-se a um lugar na vereação da Câmara Municipal da Ponta do Sol por entender que o povo deste concelho não está representado dignamente nos órgãos de poder autárquico.