Até ao final do mês de março, os trabalhadores da Refinaria de Sines, Terminal de Sines e Porto de Sines vão continuar em greve. É já o terceiro mês de greve e, a partir de dia 15, juntam-se-lhes os trabalhadores da refinaria de Matosinhos.
Os trabalhadores querem “parar a ofensiva da Administração contra a contratação colectiva e os direitos sociais”, “melhorar os salários”. São contra “a eliminação de direitos específicos dos trabalhadores de turnos” e a “desregulação e o aumento dos horários, incluindo o famigerado “banco de horas”, que visa pôr os trabalhadores a trabalhar mais por menos salário”. Defendem igualmente a integração dos trabalhadores sub-contratados há vários anos nos quadros da Galp.
Segundo a Fiequimetal (Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgicas, Químicas, Elétricas, Farmacêutica, Celulose, Papel, Gráfica, Imprensa, Energia e Minas), a empresa
mantém-se indisponível para dialogar. Isto apesar da greve estar a causar “uma quebra significativa nas exportações”, esclareceu o presidente da federação sindical, Rogério Silva, à Lusa.
Rogério Silva refere uma quebra de exportações na ordem dos 36 milhões de euros apontando esse resultado como efeito direto da paralisação na produção. E à agência noticiosa internacional Reuters Miguel Bravo, também do Fiequimetal, afirmou que produção em Sines estará a 60% da sua capacidade.