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Marcha histórica contra a violência machista em Madrid

Muitas dezenas de milhares de pessoas manifestaram-se em Madrid para dizer “Não” ao “Terrorismo Machista” e exigir aos partidos e futuros governantes que considerem a violência de género uma “questão de Estado”.
As ruas de Madrid encheram-se de dezenas de milhares de mulheres em protesto contra a Violência Machista, exigindo “Nem mais um Femicídio” e que a violência de género seja considerada uma “questão de Estado”

As ruas de Madrid encheram-se de dezenas de milhares de mulheres em protesto contra a Violência Machista, exigindo “Nem mais um Femicídio” e que a violência de género seja considerada uma “questão de Estado”. A marcha foi convocada por dezenas de organizações feministas, agrupadas na plataforma “7N Marcha Estatal contra as Violências Machistas”.

As primeiras filas da marcha foram ocupadas por mulheres vítimas e sobreviventes da violência machista. Depois dessas filas seguia o bloco feminista, e depois blocos onde participavam representantes de partidos políticos, sindicatos e diferentes plataformas reivindicativas.

Palavras de ordem como “o machismo mata” ou “nós queremo-nos vivas”, marcaram o clamor da marcha.

No manifesto, lido no início e no fim da marcha, pode ler-se que o “movimento feminista” aponta que as violências machistas e a desigualdade de género são “a mais grave violação dos direitos humanos das mulheres, de que padece a nossa sociedade”.

Citando dados de feminicidio.net, o documento lembra que desde 1978, foram assassinadas 1.378 mulheres no Estado espanhol pelo “terrorismo machista”, salientando que no último verão foram assassinadas 37 mulheres e oito menores, pelos seus companheiros, pais ou companheiros das mães.

O texto denuncia também os “cortes sistemáticos” nos recursos públicos, nos direitos sexuais e reprodutivos, assim como os “cortes na interrupção voluntária da gravidez das menores de 16 e 17 anos e os cortes nos recursos especializados contra as violências machistas”.

O manifesto do movimento feminista exige, nomeadamente, que “a luta contra o terrorismo machista seja uma questão de estado”, que seja implementado o “Convénio de Istambul”, que “as recomendações da CEDAW” sejam cumpridas e que a lei seja alterada para que “reflita todas as formas de violência contra as mulheres”.

O documento exige também “que toda a sociedade, as suas organizações e instituições se comprometam nesta luta” e que “todas as instâncias de governo se comprometam realmente na prevenção e erradicação das violências machistas”.

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