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Marcelo fez discurso "resignado" face a um Governo "sem soluções para a crise"

Em reação ao discurso do Presidente da República nas comemorações do 5 de Outubro, Pedro Filipe Soares lamentou que o empobrecimento do país e o aumento do custo de vida tenham passado ao lado da intervenção de Marcelo.
Marcelo Rebelo de Sousa nas comemorações do 5 de Outubro. Foto de António Pedro Santos/Lusa

No final da cerimónia comemorativa da implantação da República, o lider parlamentar do Bloco criticou a ausência de referências à atual crise que tem provocado o empobrecimento de quem vive do seu salário e da sua pensão.

"Se a democracia não é um dado adquirido para todo o sempre, ela tem de ser trabalhada quotidianamente, e um dos aspetos que nós tivemos no passado e que ameaça o presente é o descontentamento pela quebra da qualidade de vida, o empobrecimento", afirmou Pedro Filipe Soares, classificando a intervenção de Marcelo Rebelo de Sousa como "algo resignada" face à situação difícil que a população atravessa.

Com um empobrecimento "real e uma inflação "galopante", o líder parlamentar bloquista estranhou a falta de uma mensagem "nem do senhor Presidente da República nem, já agora, do senhor primeiro-ministro na reação que teve depois". No caso de António Costa, acrescentou, o chefe do executivo continua "dizer que está tudo bem, que o Governo vai continuar a fazer o que tem feito". Para Pedro Filipe Soares, isso é um prenúncio de que o Governo "vai falhar aparentemente na apresentação do Orçamento do Estado", caso se limite às "pequenas migalhas" já anunciadas.

Ao não apresentar "nenhumas soluções para a crise da habitação, para o galope das taxas de juro", o Governo está a "resignar-se perante o empobrecimento do país", enquanto continua a governar de "forma autoritária e arrogante" com o apoio da maioria absoluta do PS, concluiu.

No seu discurso, Marcelo Rebelo de Sousa recuou cem anos para defender que a então jovem República não soube renovar-se e democratizar-se. E daí tentou tirar lições para o presente, afirmando que "porque temos e sabemos hoje o que não tínhamos e sabíamos em 1922, sabemos que existe caminho para todos nós dentro da democracia. E que só depende de nós, mesmo num mundo em pós-pandemia e em guerra, não apenas sermos muito diferentes de Portugal de 1922, mas sermos cada dia que passa melhores do que somos e cada vez melhores no futuro".

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