Cerca de cem pessoas juntaram-se esta sexta-feira em frente à Câmara do Seixal, protestando contra as agressões sofridas pelos habitantes do bairro da Jamaica e em prol de habitações dignas. Juntos, gritaram palavras de ordem como “racismo nunca mais” e “racismo e fascismo não passarão”.

Mamadou Ba, dirigente do SOS racismo, afirmou que esta manifestação tem o intuito de enviar uma mensagem à sociedade. No seu entender, “o que está a acontecer no bairro da Jamaica é indigno de uma democracia”, já que, ali, “as condições de habilitabilidade são inaceitáveis” e “a violência social e económica abate-se sobre esta população”.
Assim, o protesto em frente à Câmara Municipal do Seixal “é um acto de cidadania e também uma proposta política para responder ao problema do direito à habitação desta comunidade e para que o Estado enfrente o racismo”
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Sandra Cunha, deputada do Bloco, afirmou que esta foi “uma manifestação pacífica, a favor de uma sociedade tolerante, inclusiva, com liberdade, com igualdade, sem racismo e sem violência” e que o seu intuito era exigir “respeito, igualdade, um tratamento digno”. “O que se passou nos últimos dias mostra que os focos de violência ainda existem, que o racismo existe na sociedade portuguesa e tem de ser combatido”, afirmou a deputada do Bloco, referindo os “vários relatórios que o referem”, não apenas “os relatórios anuais de segurança inteira, da responsabilidade do governo português, mas também os relatórios internacionais, da Comissão Europeia, que referem o racismo como um problema estrutural da sociedade portuguesa”.
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