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Manifestação em defesa da ciclovia juntou mil pessoas em Lisboa

A pé e de bicicleta, os manifestantes dirigiram-se à Praça do Município em protesto contra a intenção anunciada por Carlos Moedas de acabar com a ciclovia da Avenida Almirante Reis.
Concentração no Martim Moniz no protesto em defesa das ciclovias em Lisboa.
Concentração no Martim Moniz no protesto em defesa das ciclovias em Lisboa. Foto Esquerda.net

Com a vitória de Carlos Moedas nas eleições para a Câmara de Lisboa, a possibilidade de cumprir a sua promessa de acabar com a ciclovia da Avenida Almirante Reis está a indignar muitos utilizadores de bicicleta naquela zona da cidade e não só.

Esta terça-feira, cerca de mil pessoas juntaram-se ao protesto que percorreu esta ciclovia e também a Baixa da cidade, entre o Martim Moniz e a Praça do Município. Além da defesa da ciclovia ameaçada, os manifestantes exigiram prioridade à criação de melhores condições para o uso de bicicleta em Lisboa e diálogo por parte do novo executivo camarário.

Neste protesto por “uma cidade segura para todas as pessoas” participaram também as deputadas municipais bloquistas Isabel Pires e Leonor Rosas. As palavras de ordem pediam cortes nas emissões poluentes e não nas ciclovias e reclamavam menos espaço para os automóveis na mobilidade urbana da capital.

Miguel Pinto, um dos organizadores do protesto, disse à agência Lusa que “esta questão entrou no debate político de forma inquinada. Aquilo que queremos é uma solução mais equilibrada e que seja possível toda a gente circular. O que nós estamos a pedir é um diálogo”.

Um estudo realizado por investigadores do Instituto Superior Técnico permitiu comparar a utilização da ciclovia da Avenida Almirante Reis desde o início do seu funcionamento. Entre maio de 2020 e maio de 2021, o número de utilizadores por hora triplicou.

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