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Malpica do Tejo: "Aquilo que é do povo, é do povo”

Alguns proprietários fecharam caminhos tradicionais de acesso ao Tejo. José Manuel Pureza defende que “as serventias que sempre foram utilizadas pelo povo, têm de continuar a ser utilizadas pelo povo”. O Bloco questionou o governo sobre a situação. Notícia publicada no Interior do Avesso.
Visita do Bloco a Malpica do Tejo. Foto de Diego Garcia.
Visita do Bloco a Malpica do Tejo. Foto de Diego Garcia.

José Manuel Pureza, deputado do Bloco de Esquerda, deslocou-se no dia 30 de julho a Malpica do Tejo, no concelho de Castelo Branco. O objetivo da visita foi conhecer, no terreno, a situação derivada do impedimento de circulação em vários caminhos públicos em direção ao rio Tejo, depois da colocação de portões por parte dos proprietários privados dos montes.

O deputado, que se fez acompanhar dos candidatos autárquicos do Bloco de Esquerda no concelho de Castelo Branco, foi recebido em Malpica por largas dezenas de pessoas.

José Manuel Pureza começou por referir que “aquilo que é do povo, é do povo. Aquilo que é comum, é comum, e, portanto, quem se apropria daquilo que é comum, quem fica para si fechando, vedando, para impedir que as pessoas que sempre o usaram, tanto quanto eu sei desde o século XVI, estes caminhos de acesso ao Tejo, evidentemente que está contra a lei e contra o povo”.

Para o deputado, este é "um desrespeito brutal por toda a gente que ao longo de várias gerações, utilizaram estes caminhos”.

O bloquista salientou a questão do cais de embarque que “foi construído com dinheiros públicos, foi inaugurado por um primeiro-ministro que até é do distrito”, acrescentando que “na verdade houve um investimento de dinheiro público, dinheiro de todos nós para criar um serviço para as pessoas e agora está vedado”.

José Manuel Pureza anunciou que o Grupo Parlamentar do Bloco “deu entrada na Assembleia da República a uma pergunta ao Governo dirigida ao Ministério do Ambiente e a mesma pergunta dirigida ao Ministério das Infraestruturas, porque os dois ministérios têm a ver com esta situação". Essa pergunta "mais do que tudo foi para denunciar esta situação e exigir ao Governo que reponha os direitos do povo sobre estes caminhos”.

Nas perguntas dirigidas ao Governo, o Bloco quer saber se o Governo tem conhecimento desta situação e se vai tomar diligências para assegurar o direito de passagem e o acesso aos caminhos públicos de Malpica do Tejo ao rio Tejo.


Notícia publicada no Interior do Avesso 

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