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“Mais força para o Bloco em Lisboa será mais força para a habitação”

Catarina Martins afirmou que o direito à habitação é “a prioridade do Bloco de Esquerda em Lisboa, sabendo que, com força aqui, podemos também dar exemplo às mudanças que o país precisa em todos os concelhos”.
Entrega das listas de candidatas e candidatos do Bloco de Esquerda do concelho de Lisboa às eleições autárquicas de setembro. Fotos de Ana Feijão.

Esta quinta-feira foram entregues as listas de candidatas e candidatos do Bloco de Esquerda do concelho de Lisboa às eleições autárquicas de setembro.

Beatriz Dias agradeceu “o trabalho coletivo” e de “grande solidariedade” e explicou que o objetivo da candidatura passa por reforçar a votação do Bloco, por forma a “ter mais força para impor um conjunto de medidas fundamentais para a cidade de Lisboa” e “transformar a forma como a política é feita”, colocando “as pessoas no centro da política”.

“Ficou provado que a força do Bloco pode mudar a vida das pessoas”

Para o Bloco, a candidatura em Lisboa é particularmente importante.

“Depois de quatro anos com um acordo com o Partido Socialista na Câmara Municipal de Lisboa, em que o Bloco de Esquerda assumiu os pelouros da Educação, dos Direitos Sociais, da Saúde, mas também fez acordo sobre outras matérias na cidade, ficou provado que a força do Bloco pode mudar a vida das pessoas”, assinalou Catarina Martins.

A coordenadora bloquista deu exemplos de “matérias tão fundamentais” como os manuais escolares gratuitos até ao 12º ano, que “começaram por causa do acordo de Lisboa e hoje estão presentes em todo o país, fazendo a escola universal, como deve ser”.

Outras “matérias fundamentais para a vida dos lisboetas, como ter mais motoristas e mais autocarros da Carris e passes mais baratos também veem aqui no acordo de Lisboa o seu início”, lembrou.

Catarina Martins fez ainda referência a “respostas sociais absolutamente inovadoras”, como o housing first, apontando que, mesmo com a pandemia, foi possível passar de 80 para 380 casas destinadas a pessoas em situação de sem abrigo. “Somos hoje um dos exemplos mais bem sucedidos na Europa neste tipo de resposta”, enfatizou.

“Pela resposta forte social, de saúde, de educação que foi dada. Pela luta que fazemos pelos direitos da habitação, achamos que estas eleições são muito importantes”, afirmou a dirigente bloquista.

Habitação é prioridade do Bloco

Catarina Martins realçou que, nestes quatro anos, o Bloco insistiu com o Partido Socialista que era fundamental a existência de um parque público de habitação municipal para regular os preços das casas em Lisboa. “Não foi essa a escolha do PS. As 300 casas que existem foram graças ao trabalho do Bloco. Mas as outras que eram com parceria privada e que o Medina prometeu não apareceram”, lamentou.

De acordo com Catarina Martins, “mais força para o Bloco de Esquerda será mais força para a habitação, para regular as rendas e para não deixar, por exemplo, que, quando há manobras de fundos imobiliários, como as antigas casas da Fidelidade, a Câmara Municipal não utilize o seu direito de preferência e fique inativa enquanto as pessoas perdem as suas casas”.

“Este direito à habitação, a juntar ao trabalho que temos vindo a fazer, é a prioridade do Bloco de Esquerda em Lisboa, sabendo que, com força aqui, podemos também dar exemplo às mudanças que o país precisa em todos os concelhos”, rematou.

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