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Mais de um milhão de utentes sem médico de família em 2015

No último ano do governo PSD/CDS mais de um milhão de utentes não tinha médico de família, dado ilustrativo do falhanço da direita na forma como tratou os Cuidados de Saúde Primários.
Placa num hospital pediátrico, foto de Paulete Matos.

Foi publicado o relatório anual sobre acesso a cuidados de saúde nos estabelecimentos do SNS e entidades convencionadas relativo a 2015, o último ano do governo PSD/CDS, que revelou que mais de um milhão de utentes não tinham médico de família. Este dado ilustra bem o falhanço na forma como a direita tratou os Cuidados de Saúde Primários.

No que toca às contratualizações para a Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados, registou-se um decréscimo de 42% nas contratualizações com entidades do SNS; em sentido contrário, aumentaram as contratualizações com IPSS (10%) e as contratualizações com entidades privadas com fins lucrativos (15%).

Da mesma forma, continuou a aumentar em 2015 o recurso a privados para a realização de cirurgias (+9,4%) ao mesmo tempo que aumentava a lista de espera. Os gastos com convencionados voltou a aumentar em 2015. Sem contar com a área da Diálise e com as convenções SIGIC (cirurgias), os gastos superaram os 383 milhões de euros, mais 5,7% em relação a 2014 e perfazendo um aumento de cerca de 15% no triénio 2013-2015.

No que toca a consultas, houve um aumento do número de pedidos não concluídos, o que pode ter representado um aumento da lista de espera para consultas. Por último, há a destacar o facto de quase 50% das consultas de oftalmologia e dermatologia serem realizadas para lá do tempo máximo de resposta definido por lei. Outras especialidades como otorrinolaringologia, pneumologia ou endocrinologia realizam cerca de 30% das consultas fora dos tempos máximos.

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