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Mais de cem aplicações removidas na China por violarem leis, entre elas o TripAdvisor

Segundo a Administração do Ciberespaço da China, 105 aplicações foram retiradas das lojas alegando-se genericamente a divulgação de conteúdo pornográfico, prostituição, o jogo e a violência. A semana passada tinha sido a Índia, outra vez, a banir aplicações chinesas.
Telemóvel a utilizar a aplicação TripAdvisor. Foto de Amy Wardlaw/Flickr.
Telemóvel a utilizar a aplicação TripAdvisor. Foto de Amy Wardlaw/Flickr.

Através de uma declaração publicada na sua página oficial na terça-feira, a Administração do Ciberespaço da China informou sobre a remoção de 105 aplicações das lojas do país de forma a “limpar” conteúdo relacionado com pornografia, prostituição, jogo e violência. Uma das aplicações que deixa de estar disponível é norte-americana TripAdvisor, dedicada às viagens.

Apesar de se falar em fornecimento “de serviços ilegais como prostituição e jogos de azar”, os detalhes sobre qual das três leis de cibersegurança cada uma das aplicações estava a violar não foram divulgados.

Para além disto, oito lojas de aplicações móveis foram suspensas por não estarem conformes com a lei e permitirem descarregar aplicações ilegais.

O organismo estatal diz que está em curso uma campanha, começou já no passado dia 5 de novembro e vai continuar, para travar o “caos” que dizem estar instalado e reagir às “fortes reclamações” por parte dos cidadãos.

EUA e o TikTok, Índia e o Ali Express

As autoridades chinesas não integram esta medida na guerra comercial e política em curso entre várias das potências digitais. Mas a verdade é que a proibição de aplicações de outros países tem crescido entre China, Índia e EUA.

A Índia tem alegado razões de segurança para banir aplicações chinesas. AliExpress e o TikTok e outras 56 aplicações já tinham sido banidas em meados do ano. Este último contava com 200 milhões de utilizadores. Tirando a China, na qual opera com outro nome, Douyin, este era mesmo o seu maior mercado. A semana passada ocorreu um novo episódio com a Índia a proibir uma lista de 43 aplicações, muitas das quais com origem chinesa.

A guerra com os EUA tem estado centrada no TikTok, a aplicação com origem chinesa mais difundida. Só que outras como o WeChat também têm sido visadas.

O Departamento do Comércio avançou para o bloqueio do TikTok, depois de uma ordem executiva de Trump em agosto, ou melhor para a aplicação de um conjunto de restrições que, na prática, significaria o mesmo. Nos EUA, a batalha passou para os tribunais e esta segunda-feira um segundo juiz deu razão aos donos da aplicação de partilha de vídeos. Carl Nichols juiz de Washington confirmou o sentido de uma decisão tomada há mais de um mês por Wendy Beetlestone de Pensilvânia, neste caso num processo lançado por utilizadores da plataforma.

O Departamento de Comércio também alega “interesses de segurança legítimos” para querer banir a aplicação. O governo norte-americano continua a pressionar a empresa que fique em mãos dos EUA e desde então a sua proprietária, a ByteDance, tem envidado esforços para encontrar parceiros como a Walmart ou a Oracle Corp. O TikTok tem nos EUA 100 milhões de utilizadores.

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