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Mais de 700 mortes confirmadas em terramoto no Haiti

Um poderoso terramoto de magnitude 7,2 na escala de Richter abalou sábado de manhã a metade sudoeste do Haiti. A catástrofe aumentou a miséria no país, causando pelo menos 724 mortes, ferindo no mínimo 2.800 pessoas e destruindo centenas de casas. Artigo atualizado às 17h45.
Foto de EPA/Duples Plymouth, agência Lusa.

Os habitantes da ilha caribenha fugiram das suas casas e concentraram-se nas ruas, em busca de segurança e para ajudar no resgate de quem ainda se encontra preso nos escombros de casas, hotéis e outras estruturas que desabaram na sequência do terramoto.

O terramoto de sábado atingiu a parte sudoeste da nação mais pobre do hemisfério. Algumas cidades ficaram praticamente arrasadas e os deslizamentos de terra atrapalham os esforços de resgate em duas das comunidades mais atingidas.

De acordo com o U.S. Geological Survey, o epicentro do terramoto foi a cerca de 125 quilómetros a oeste da capital de Port-au-Prince. Ao longo do dia e da noite sentiram-se várias réplicas, o que alimenta o receio de que muitas estruturas venham ainda a desabar. Acresce que, com a chegada da tempestade tropical Grace ao Haiti no final da segunda-feira ou no início da terça-feira, os danos generalizados poderão agravar-se.

Segundo um relatório da Proteção Civil do Haiti, os 2800 feridos esgotaram já a capacidade dos escassos hospitais das zonas afetadas. O primeiro-ministro haitiano, Ariel Henry, anunciou que o Governo decretou o estado de emergência por um mês nas áreas do país afetadas pela catástrofe.

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