Mais de 600 pessoas marcharam contra a extrema-direita em Charlottesville

12 de August 2018 - 13:29

Mais de 600 pessoas manifestaram-se contra a extrema-direita e o racismo em Charlottesville, assinalando o aniversário do encontro fascista Unite the Right e o assassinato de Heather Heyer. Grupos de extrema-direita estarão hoje concentrados à frente da Casa Branca.

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Mais de 600 pessoas marcharam contra a extrema-direita em Charlottesville
Cartaz na manifestação de 11 de agosto de 2018. Foto de Monica Kristin Blair/Twitter.

Assinalando o primeiro aniversário do homicídio de Charlottesville, nos Estados Unidos da América, na sequência de uma manifestação de extrema-direita, mais de 600 ativistas e estudantes manifestaram-se este sábado contra o racismo e a supremacia branca.

"Nós dizemos 'basta' ao racismo. O apoio aos movimentos supremacistas brancos continua. Temos de continuar a reunir-nos e a lutar contra este flagelo", afirmou um dos estudantes organizadores da manifestação, na Universidade da Virginia.

A manifestação estava programada no campus universitário de Charlottesville, palco no ano passado de um encontro de grupos de extrema-direita. Porém, a polícia cercou o local e instalou um forte sistema de segurança para controlar a entrada de pessoas, motivando os estudantes a escolherem outro palco para os protestos.

"Decidimos mudar o local, não era seguro para nós ou para a nossa comunidade, teria sido uma traição aos nossos ideais. Queriam-nos encerrados numa jaula, mas isso não vai acontecer", disse o mesmo estudante.

Por seu turno, vários grupos de extrema direita estarão concentrados este domingo, 12 de agosto, à porta da Casa Branca, também para assinalar o aniversário da manifestação Unite the Right. Está igualmente autorizada uma contra manifestação antifascista a uma curta distância do local.

Segundo a agência Lusa, foram mais de 600 as pessoas que marcharam pelo campus da Universidade empunhando cartazes com mensagens contra a supremacia branca.

Em 2017, pelo menos três pessoas morreram no âmbito de um encontro de grupos de extrema-direita em Charlottesville, no estado norte-americano de Virgínia, segundo fontes oficiais.

Heather Heyer foi assassinada quando um carro foi contra um grupo de pessoas que organizavam uma contra manifestação antifascista. Os outros dois mortos foram o piloto e o passageiro de um helicóptero que se despenhou nos arredores de Charlottesville, disse à época o governador do estado, Terry McAuliffe.

A manifestação de extrema-direita, organizada sob o lema Unite the Right, era uma concentração de membros da alt-right, simpatizantes e membros do Ku Klux Klan, supremacistas brancos, saudosistas nazis e demais grupos de extrema-direita.