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Mais de 20 mortos em ataque bombista em Bogotá

Veículo carregado de explosivos forçou entrada numa academia de polícia em Bogotá. Explosão fez mais de 20 mortos e 60 feridos, e danificou prédios em redor.
Foto de Maurizio Duenas Castaneda/Lusa

Um ataque à bomba numa academia de polícia na zona sul da capital da Colômbia, matou pelas contagens mais recentes 21 pessoas, feriu 68 e gerou danos nos edifícios em redor. Pelas 9:30 da manhã de quinta-feira (14:30 de Lisboa), na Escuela de Oficiales General Santander, um veículo Nissan Patrol cinzento parou à entrada da academia. Segundo o jornal El Espectador, quando os cães pisteiros alertaram os guardas, o veículo, que carregaria 80kg de explosivos, acelerou para lá das barreiras e embateu numa parede do recinto, desencadeando uma violenta explosão. Estavam previstas cerimónias de promoção de oficiais naquele dia, pelo que além de oficiais poderá haver familiares entre as vítimas.

O ataque foi condenado pelo presidente Iván Duque, que afirmou em declarações ao início da noite: "Não descansaremos até capturar e levar à justiça o resto dos terroristas e aviso esses criminosos que os espera o repúdio social, a recusa de todos os os colombianos e da comunidade internacional, e o castigo exemplar da justiça". O presidente decretou 3 dias de luto nacional. Mas também Pastor Alape, líder da Fuerza Alternativa Revolucionaria del Común, o partido que sucedeu à guerrilha das FARC mantendo a sua sigla, condenou a ação, considerando-a uma provocação para reforçar os sectores de linha dura e impedir uma resolução pacífica do conflito com as organizações de guerrilha ainda no activo, como o ELN.

As autoridades atribuíram o atentado a José Aldemar Rojas, mas falta mais informação sobre o suspeito e quem poderia ter organizado ou apoiado a sua ação. O veículo utilizado provinha da região de Arouca, junto à fronteira com a Venezuela, uma zona dominada pela guerrilha ELN. Esta guerrilha, que ao contrário das FARC se mantém em conflito com o governo, tem continuado a fazer ataques contra alvos policiais, o que suscitou especulações sobre a sua responsabilidade. Até agora, o ELN não reivindicou a ação.

Actualização: Esta sexta-feira, em conferência de imprensa, as autoridades judiciais e políticas atribuíram ao ELN a responsabilidade pelo atentado.

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