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Luta antipropinas: quem vai ficar de fora?

Portugal é dos países onde o financiamento público direto é dos mais baixos da Europa (54%), ficando bastante abaixo da média da União Europeia, (78,1%), provocando uma sobrecarga excessiva ao orçamento das famílias. Por Sara Santos, dirigente estudantil.

No último Encontro Nacional de Dirigentes Associativos (ENDA) e, após o chumbo, incompreensível, da abertura à discussão  de um documento que reivindicava a progressiva gratuitidade do Ensino Superior, por parte de algumas federações académicas, várias associações de estudantes, que representam aproximadamente cem mil estudantes, apresentaram um manifesto de combate à discriminação socioeconómica no acesso e frequência do ensino superior.

Este documento, subscrito por 20 estruturas associativas, conserta uma posição conjunta na defesa da progressiva gratuitidade do Ensino Superior. As estruturas associativas signatárias entendem que o atual modelo de financiamento do Ensino Superior é desadequado e não serve de todo o estudante nem garante um Ensino Superior Público inclusivo, não promovendo o princípio da universalidade do ensino e o espírito da Constituição da República Portuguesa.

Sublinhe-se que Portugal é dos países onde o financiamento público direto é dos mais baixos da Europa (54%), ficando bastante abaixo da média da União Europeia, (78,1%), provocando uma sobrecarga excessiva ao orçamento das famílias.

Num momento em que é necessário reativar o movimento estudantil e a luta contra as propinas, esta iniciativa é de louvar. Talvez seja este o momento para provocar uma reviravolta no panorama do Ensino Superior português. É tempo de as associações de estudantes voltarem à ação num processo que consiga unir todos os estudantes numa causa que durante vários anos ficou para segundo plano.

Artigo de Sara Santos, dirigente estudantil.

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