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Luaty Beirão, Agualusa e Rafael Marques reagem a anúncio de Eduardo dos Santos

Para o rapper, as declarações do presidente angolano sobre o seu afastamento em 2018 não são “credíveis”. Já o escritor José Agualusa considera que Eduardo dos Santos será forçado a abandonar o poder antes. Segundo o jornalista Rafael Marques, o anúncio "serve apenas para descomprimir a atual crise económica e social".

"Eu não me deixo entrar em momento de excitação ou de alegria porque já ouvi esse discurso em 2011”, afirmou Luaty Beirão em declarações à agência Lusa, reagindo ao facto de o presidente angolano ter anunciado esta sexta-feira a sua "decisão de abandonar e terminar" a sua vida política em 2018.

“Daqui a bocado está ele a voltar atrás com a sua palavra, alegando que o partido pede que não os abandone nesta altura tão complicada, porque é o único timoneiro capaz de levar o barco a bom porto. A gente já conhece este filme", acrescentou o rapper.

Em declarações ao Observador, o rapper angolano referiu ainda que “não há nada de credível” no anúncio de José Eduardo do Santos, defendendo que o presidente quer “ganhar tempo para continuar a fazer as suas negociatas".

“Tudo indica que terá de abandonar o poder antes disso”

Em entrevista à Rádio Renascença, o escritor angolano José Agualusa afirmou que “a verdade é que já anteriormente o Presidente Eduardo dos Santos anunciou – ou deu a entender – que ia abandonar o Governo”.

“É uma declaração um pouco estranha, uma vez que ele diz que será em 2018 e as eleições são em 2017. Não me parece que faça muito sentido”, sublinhou.

De qualquer forma, o escritor acredita que José Eduardo dos Santos “está a ser optimista, na medida em que tudo indica que terá de abandonar o poder antes disso”.

Anúncio "serve apenas para descomprimir a atual crise económica e social"

Em declarações à agência Lusa, Rafael Marques admitiu que as declarações do presidente angolano poderão “inadvertidamente apressar a sua saída” , mas destacou que Eduardo dos Santos "não tem intenção" de sair de facto da vida política e este anúncio "serve apenas para descomprimir a atual crise económica e social".

"Procura ganhar espaço ao fazer este anúncio, para que as pessoas, durante algum tempo, procurem ser menos críticas porque ele até já anunciou que não vai continuar no poder. É uma forma de não prestar contas", rematou.

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