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Loures: Comunidade escolar lança petição para obras nas escolas da Portela

Um grupo de encarregados de educação, antigos alunos, professores e outras personalidades da freguesia de Moscavide e Portela quer ver debatida, no Parlamento, a necessidade urgente de obras de requalificação das escolas EB 2,3 Gaspar Correia e Secundária da Portela.

A petição, intitulada “Pela realização urgente de obras estruturais no Agrupamento de Escolas da Portela e Moscavide”, surge uma semana depois de ter vindo a público o avançado estado de degradação de ambas as escolas, frequentadas por mais de 1.800 alunos, do 5º ao 12º ano.

“Não é admissível que uma escola esteja mais de uma década à espera de obras e que chova dentro das salas de aula e dos pavilhões” e que, “passado todo este tempo, constatemos que estas escolas não fazem sequer parte da lista das 200 elencadas pelo Ministério da Educação para serem intervencionadas em 2018”, sinaliza André Julião, um dos primeiros signatários, num comunicado enviado aos media.

“As pequenas obras de reparação que foram feitas na escola Gaspar Correia foram da responsabilidade da associação de pais, que juntava alguns voluntários que, ao fim-de-semana, iam pintar paredes e tapar buracos”, refere, por sua vez, Rui Marques, encarregado de educação de uma das alunas.

Já Rita Sarrico, antiga aluna da Escola Secundária da Portela, afirma que “é muito triste ver o estado a que chegaram duas escolas que sempre tiveram um ensino de excelência e um conjunto de professores extremamente dedicado”.

“Espero que seja possível efetuar estas obras em breve”, frisa.

Os subscritores da petição lançada esta segunda-feira, dia 26 de fevereiro, apontam que “as escolas EB 2,3 Gaspar Correia e Secundária da Portela (Arco-Íris) necessitam de obras de fundo urgentes a vários níveis”, sendo que “os problemas são inúmeros e foram reconhecidos no mais recente relatório da Delegada de Saúde do concelho de Loures”. 

No que respeita à Escola Básica 2,3 Gaspar Correia, existe “um conjunto muito grande de deficiências a carecerem de urgente resolução”, entre as quais se destaca, “pela sua perigosidade, o revestimento da cobertura dos pavilhões e das passagens cobertas entre estes ser em fibrocimento, contendo amianto, e o mesmo se encontrar degradado”. 

A degradação nos dispositivos de drenagem das águas pluviais (caleiras), que se tem vindo a traduzir em infiltrações nos edifícios, bem como a inexistência de iluminação de emergência e de sinalização de segurança, são outras das deficiências a colmatar. 

Também a Escola Secundária da Portela (Arco-Íris) apresenta “fibrocimento degradado no revestimento da cobertura dos pavilhões e nas passagens entre pavilhões”.

A comunidade escolar assinala ainda os problemas a nível do pavimento e escadas, que apresentam zonas com desníveis e em mau estado de conservação, e da instalação elétrica, com a existência de fios elétricos desprotegidos.

“Não existe sistema de aquecimento nas salas de aula nem plano de higienização do edifício escolar”, denuncia, avançando ainda que “o pavilhão gimnodesportivo apresenta um conjunto de deficiências graves que necessitam de ser supridas em virtude de ter infiltrações de água das chuvas com a consequente degradação do edificado e, no interior, dos pisos e equipamentos”. 

Ainda que ambas as escolas sejam apontadas como exemplos nacionais do atual estado de degradação do Parque Escolar, as mesmas não constam da lista de 200 escolas que o Ministério da Educação tem previsto intervencionar em 2018.
 

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