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Londres: Mais de um milhão de pessoas exige segundo referendo

Os manifestantes desfilaram em Londres, exigindo ao governo a realização de um segundo referendo sobre a saída da União Europeia. No comício final, intervieram personalidades dos diversos partidos.
Marcha de Londres por um segundo referendo, 23 de março 2019 – Foto Neil Hall/Epa/Lusa
Marcha de Londres por um segundo referendo, 23 de março 2019 – Foto Neil Hall/Epa/Lusa

A "People's Vote March" (“Marcha do Voto Popular”) começou pouco depois do meio-dia e terá juntado mais de um milhão de pessoas.  Terá sido a maior manifestação realizada em Londres desde o protesto contra a guerra do Iraque realizado em 2003, segundo os organizadores da marcha e a comunicação social.

Os manifestantes protestaram contra o Brexit e exigiram a realização de um novo referendo. Já esta semana, uma petição contra o Brexit recolhera 4,5 milhões de assinaturas e, segundo o instituto YouGov, atualmente 56% dos britânicos desejam a realização de um segundo referendo, enquanto 44% o recusa.

A marcha deste sábado foi impulsionada pela campanha 'People's Vote' (Voto Popular) que defende a realização de um novo referendo para decidir entre um acordo aprovado no parlamento e a permanência na UE, defendendo que o resultado seja vinculativo.

A marcha terminou com um comício em que intervieram personalidades de diversos partidos e correntes políticas, entre os quais: o líder liberal-democrata, Vince Cable; o vice-líder do Partido Trabalhista, Tom Watson; a primeira-ministra da Escócia, Nicola Sturgeon; o presidente da Câmara de Londres, Sadiq Khan e o ex-vice primeiro-ministro conservador Michael Heseltine.

O parlamento britânico votará em breve, pela terceira vez, o acordo de saída da União Europeia, negociado por Theresa May com a Comissão Europeia. Nas duas votações anteriores, o acordo foi chumbado por 230 votos na primeira vez, em janeiro passado, e por 149, na segunda vez, este mês.

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