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Livro Vermelho dos Mamíferos: estudo mostra o que ameaça animais em Portugal

Destruição de habitats, poluição e alterações climáticas são identificados como principais ameaças ao mamíferos num projeto de monitorização de conservação das espécies.
Coelho. Foto de Allan Hopkins/Flickr.
Coelho. Foto de Allan Hopkins/Flickr.

Chama-se “Revisão do Livro Vermelho dos Mamíferos de Portugal Continental e Contributo para a Avaliação do seu Estado de Conservação”. É um projeto científico lançado em 2019 e cujo trabalho de campo termina este ano. Pretende identificar quais as espécies de mamíferos que estão mais ameaçadas, as que estão estáveis ou as que estão até a aumentar a sua população.

O estudo tem analisado todo o território continental, “com foco principal na Rede Nacional de Áreas Protegidas e Zonas Especiais de Conservação da Rede Natura 2000”. Em comunicado divulgado esta quinta-feira, conclui que “a destruição ou a fragmentação do habitat natural, a poluição e as alterações climáticas são dos impactos mais referidos pelos cientistas como responsáveis pelo estado das espécies selvagens em Portugal continental”.

Entre as espécies ameaçadas estão o arminho, a marta, o toirão e o gato-bravo. Destaque também para o coelho-bravo, apresentado como estando em “declínio acentuado” e que, por sua vez coloca em risco espécies como o lince-ibérico e a águia-imperial ibérica que são seus predadores.

Os morcegos também são referidos como estando em perigo. Os investigadores propõem medidas de proteção dos habitats e de redução de ameaças que devem compensar medidas de grande impacto como barragens, autoestradas ou a expansão urbana. Defende-se a criação de pontos de água, o recurso a agricultura extensiva e uma maior disponibilidade de refúgios protegidos da atividade humana.

Espécies como a cabra montês, que está limitada a um parte do território, neste caso no Parque Nacional Peneda-Gerês, deveram ser objeto de projetos de monitorização a longo prazo que detalhem as razões do seu declínio populacional.

Também os mamíferos marinhos correm riscos. Os golfinhos sofrem com as capturas acidentais da pesca e com os impactos da poluição. A diminuição de peixes, o aumento de atividades de observação da vida selvagem e a exploração do mar para produzir energia renovável, que implica equipamentos que podem provocar colisões ou perturbações devido ao ruído, são outros dos fatores de risco.

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