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Livro sobre Segurança Social diz que não haveria défice se medidas da troika tivessem sido recusadas

Livro coordenado por Francisco Louçã, José Luís Albuquerque, Vítor Junqueira e João Ramos de Almeida é lançado esta terça feira e mostra que bastaria que um em cada cinco desempregados tivesse emprego e que uma em cada duas das pessoas que emigraram durante o anterior governo estivessem em Portugal, para o défice ser zero.
Capa do livro "Segurança Social – Defender a Democracia", da Bertrand Editora.

Esta terça feira às 18h no CCB será lançado o livro “Segurança Social – Defender a Democracia", fruto das Oficinas sobre Políticas Alternativas e coordenado por Francisco Louçã, José Luís Albuquerque, Vítor Junqueira e João Ramos de Almeida. Tem textos, além dos próprios, dos investigadores em políticas sociais Manuel Pires, Maria Clara Murteira, Nuno Serra e Ricardo Antunes.

Em declarações à agência Lusa, Francisco Louçã, um dos coordenadores do livro, afirmou que o estudo que fizeram revelou que o défice em Portugal seria zero se tivessem sido rejeitadas as medidas da troika que aumentaram o desemprego.

“Damos um exemplo no livro: se um em cada cinco dos desempregados e um em cada dois dos que saíram de Portugal durante a troika estivessem a trabalhar cá, o défice português seria zero, porque se pagariam menos cinco mil milhões de euros de subsídio de desemprego e o aumento da receita da segurança social – por causa das pessoas que estariam a trabalhar – seria de 1.300 a 2.700 milhões de euros. Não teríamos défice simplesmente”, afirmou Francisco Louçã.

"Considerando as existentes pressões internacionais sobre o Estado português, e sendo este um dos debates atuais mais intensos, o livro responde a esta discussão com base em informação estatística e documentos de referência, apresentando a possibilidade de construção de um sistema sólido de segurança social. Fruto de uma forte investigação sobre as políticas sociais, o livro levanta variadas questões sobre regras sociais e sugere respostas, apresentando as diferentes perspetivas dos autores que, em conjunto, procuram responder a uma preocupação comum: a de que os sistemas de proteção social são formas essenciais da democracia", pode ler-se na nota de imprensa divulgada para o lançamento da obra.

O livro será apresentado por Ana Feijão, dirigente da Associação de Combate à Precariedade - Precários Inflexíveis e assessora parlamentar do Bloco; Manuel Carvalho da Silva, sociólogo e Investigador do Centro de Estudos Sociais e Cláudia Joaquim, Secretária de Estado da Segurança Social.

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