A recomendação para a criação de um Programa Municipal para a Gratuitidade dos Transportes Públicos foi chumbada com os votos contra de Direita e do PCP e os votos a favor da Esquerda. Na votação ponto por ponto foi possível garantir a gratuitidade dos transportes públicos para mais novos, mais velhos, desempregados inscritos no IEFP e pessoas com deficiência, apesar do voto contra da direita e da abstenção do PCP (ler recomendação aqui).
Esta recomendação do Bloco avançou depois da recusa de Carlos Moedas em discutir em reunião de Câmara Municipal a proposta da vereadora bloquista Beatriz Gomes Dias para a criação deste Programa Municipal para a Gratuitidade dos Transportes Públicos. A 13 de dezembro de 2021 e desde então que o Presidente da CML se tem recusado a agendar a proposta, num claro incumprimento do que está previsto no regimento da Câmara. A vereadora Beatriz Gomes Dias já tinha acusado Carlos Moedas de ter fechado os transportes públicos gratuitos na gaveta e decidiu avançar para tribunal contra o edil de Lisboa.
Na reunião da Assembleia Municipal desta terça-feira, o vice-presidente da CML, Anacoreta Correia, acusou o Bloco de Esquerda de oportunismo, dizendo que esta proposta é da coligação "Novos Tempos". Mas a deputada municipal bloquista Isabel Pires relembrou que a proposta de transportes públicos gratuitos tinha sido uma bandeira do Bloco na campanha das autárquicas, estando incluída no seu programa eleitoral.
A recomendação aprovada na Assembleia Municipal de Lisboa é um passo muito importante para garantir a gratuitidade dos transportes públicos, porque pela primeira vez há uma decisão de um órgão autárquico nesse sentido. O Bloco Lisboa lançou nas últimas uma campanha de rua pela gratuitidade dos transportes públicos e irá apresentar nas assembleias de freguesia moções nesse sentido.
