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Linhas vermelhas climáticas traçadas à volta da Galp

Grupos ecologistas protestam perante a sede da Galp Energia contra a exploração e extração de hidrocarbonetos.
Climáximo traça linhas vermelhas climáticas à volta da Galp. Foto do facebook de Climáximo.

Esta sexta feira debateu-se no Parlamento a suspensão dos contratos de prospeção, pesquisa, desenvolvimento e produção de petróleo e gás no Algarve e na costa Alentejana. Para também reivindicar também a suspensão destes contratos, o grupo ecologista Climáximo, em conjunto com a "Bicicletada Anti-fracking e Não Convencionais" realizou um protesto em que traçaram "linhas vermelhas para um clima seguro" à volta da sede da Galp Energia.

"O grupo Galp Energia está presente em 14 países, com mais de 40 projetos de prospeção e exploração de petróleo", explicam os ativistas no comunicado emitido. Em 2015, a Galp contabilizou 639 milhões de euros de lucro. A mesma petrolífera, em consórcio com a ENI, detém uma concessão para exploração e extração de petróleo em «deep offshore» na bacia do Alentejo, cuja prospeção prospeção foi adiada para 3 de Agosto, devido a uma extensão no prazo do processo de consulta pública.

A referência às "linhas vermelhas" climáticas refere-se à urgência de limitar o aquecimento global a 2°C acima dos níveis pré-industriais, pode ler-se no comunicado de imprensa. "Para lá do limiar dos 2°C esperam-nos (ainda mais) secas, tempestades, ciclones, cheias, enormes perdas de biodiversidade, epidemias, subida do nível do mar, acidificação dos oceanos, falhas de infraestruturas, crises alimentares e de acesso à água, guerras e refugiados climáticos".

"Para evitar o aquecimento global irreversível, é preciso deixar mais de 80% das reservas conhecidas de combustíveis fósseis no subsolo", explicam os ambientalistas. Portugal "tem de cortar pelo menos 64% das suas emissões de gases com efeito de estufa nos próximos 15 anos. E nesta luta contra as alterações climáticas, não existe espaço para novos projetos de extração de hidrocarbonetos", afirmam os ativistas, no seu comunicado.

Em baixo pode ver um vídeo da ação.

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