No primeiro ponto desse comunicado, pode ler-se que “O Conselho Europeu dá o seu aval ao acordo para a saída do Reino Unido, e convida a Comissão e o Parlamento Europeu a tomar as medidas necessárias para assegurar que esse acordo entra em vigor a 30 de Março de 2019, conduzindo a uma saída ordenada”.
Os governantes afirmam a sua “determinação” em manter uma “parceria tão próxima quanto possível” com o Reino Unido, ao mesmo tempo que declaram que a mesma terá de respeitar as “linhas orientadoras” que foram fixadas desde o arranque das negociações, o que inclui a integridade do mercado único europeu e união aduaneira, assim como das liberdades (de circulação de pessoas, bens, serviços e capitais) que lhes estão associadas.
Juncker, presidente da Comissão Europeia, considerou o Brexit como uma tragédia e disse aos deputados do Reino Unido que “Este é o melhor acordo possível. A União Europeia não vai mudar a sua posição em nenhuma destas matérias”. Aliás, os líderes insistiram todos na ideia de que esta é a “melhor oferta” que o governo britânico terá do lado europeu.
Já Donald Dusk, presidente do Conselho Europeu, afirma as relações de amizade entre um e o outro lado.
Ahead of us is the difficult process of ratification as well as further negotiations. But regardless of how it will end, one thing is certain: we will remain friends until the end of days, and one day longer. #Brexit
— Donald Tusk (@eucopresident) November 25, 2018
Agora, o parlamento britânico terá de pronunciar-se sobre o acordo de saída do Reino Unido da União Europeia, assim como sobre a declaração política que irá enquadrar a relação futura entre os dois blocos após o Brexit.
Catarina Martins: “Este é o momento de um projeto para uma Europa social”
Em declarações à comunicação social, Catarina Martins afirmou que “quando olhamos para a União Europeia, percebemos que é um projeto que mostra o seu falhanço, e o Brexit mostra isso - o falhanço da expectativa popular num projeto europeu que dê melhores condições de vida.”
De acordo com a coordenadora do Bloco, “com a crise, com a austeridade, com a falta de perspetivas, os povos têm cada vez mais dúvidas, o Brexit é um sinal disso mesmo”.
“A vontade de um povo deve ser respeitada, mas é preciso responsabilidade política de tirar consequências do que o Brexit significa”, afirma.
No seu entender, existem agora três caminhos: o de “quem faz de conta que está tudo bem, como quem tem dirigido a União Europeia até hoje, e propõe constitucionalizar o tratado orçamental, ou seja, tornar a austeridade a política única da União Europeia”, o “da extrema-direita, da xenofobia, que só cria ódio” e o de quem entende a “necessidade de uma nova resposta”. “Este é o momento de um projeto para uma Europa social”, termina.
Notícia atualizada às 15h46 com declarações de Catarina Martins