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Líder da ETA detido em França

O porta-voz do Partido Nacionalista Basco (PNV), Joseba Egibar, e o líder do Sortu, Arnaldo Otegi, criticam a detenção do dirigente da ETA Mikel Irastorza, sublinhando que o governo espanhol segue “a lógica da guerra”.

Segundo confirmou o Ministério do Interior espanhol, a polícia francesa deteve, em colaboração com a Guarda Civil de Espanha, Mikel Irastorza, que substituiu em 2015 David Pla e Iratxe Sorzabal na liderança da ETA.

Governo segue “a lógica da guerra”

Durante uma tertúlia na Rádio Euskadi, Egibar lamentou que, cinco anos após a organização independentista basca ter cessado a sua ação armada, o Governo espanhol continue na posição "vitória-derrota" da ETA, em vez de responder às reivindicações das instituições e sociedade bascas.

Em conferência de imprensa, Arnaldo Otegi referiu, por sua vez, que "é evidente que há um governo que segue a lógica da guerra, ao qual não interessa a paz e que trata de obstaculizar todos os avanços da sociedade basca".

"Nós trabalhamos na lógica da paz, que é aquela que se vai impor, porque é apoiada pela imensa maioria deste país", acrescentou.

Detenção é um "duro golpe" para a organização

Já a parlamentar basca do PP, Laura Garrido, considerou que a detenção de Mikel Irastorza é "uma muito boa notícia para os democratas que evidencia que o Estado de Direito não se detém, que não está em trégua".

O Ministério do Interior de Espanha assinala que a detenção do líder político da ETA é um "duro golpe" para a organização: "A sua detenção enfraquece a ETA no seu conjunto e faz com que volte a perder o seu ponto de referência no prazo de um ano, o que lhe torna difícil alcançar qualquer dos seus objetivos", lê-se num comunicado divulgado pelo ministério.

Irastorza é o sétimo dirigente da ETA a ser detido desde que a organização declarou o fim da luta armada há cinco anos atrás (ler artigo ETA anuncia o fim da luta armada).

Na operação conjunta das polícias francesa e espanhola, que teve lugar em Ascain, no sul de França, foi detido igualmente um casal em cuja casa o dirigente da ETA estava alojado.

De acordo com o jornal El Mundo, não são conhecidos quaisquer crimes de sangue de Mikel Irastorza.

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