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“Li-fi será cem vezes mais rápido que wi-fi”

Está a ser testada uma nova forma de transmissão da informação, que usa o espectro da luz visível, em vez das tradicionais ondas de rádio.
Foto de Mike Deal/Flickr

Foi desenvolvido um novo método de transmissão de informação, chamado li-fi, que usa o espectro do visível em vez das ondas de rádio. O li-fi transmite informação com 1Gbps (um gigabit por segund), podendo chegar aos 224 Gbps, e dando um acesso à internet pelo menos cem vezes mais rápido que o wi-fi.

O li-fi exige uma fonte de luz, como uma simples lâmpada de LED, ligação à internet e um detetor de luz. A primeira pessoa a nomear o termo “li-f”i foi o professor Harald Haas, da Universidade de Edimburgo, que fez uma demonstração da tecnologia numa conferência TED em 2011, mostrando uma lâmpada LED a fazer transmissão de um vídeo, enquanto iluminava uma mesa (a sua conferência pode ser vista aqui).

Uma vantagem do li-fi é que não interfere com outros sinais de rádio, porque é transmitido no espectro da luz visível e não nas ondas rádio, e por isso poderá ser utilizado, por exemplo, em aviões. No entanto, também tem desvantagens graves. Por exemplo, só pode ser usada em lugares com fontes artificiais de iluminação, porque a luz do sol direta é mais forte que qualquer outra fonte de luz e, por isso, interfere no sinal do li-fi. Outro importante problema, é que o li-fi ainda não consegue atravessar paredes, pelo que o seu uso ficará inicialmente limitado a complementar redes de wi-fi, por exemplo, em zonas urbanas com as redes muito congestionadas.

A tecnologia foi desenvolvida por uma empresa da Estónia, cujo diretor afirmou ao International Business Times que estaria disponível no mercado dentro de três ou quatro anos.

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