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Lémures estão ameaçados de extinção em Madagáscar, avisam ambientalistas

Um terço dos lémures em Madagáscar estão à beira da extinção e quase todos estão ameaçados devido à caça e a desflorestação. Craig Hilton-Taylor, responsável da IUCN, diz que “temos agora menos 10% da floresta original em Madagáscar”. 
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Foto de Mathias Appel | Flickr

Segundo a agência Lusa, a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) referiu esta quinta-feira que a maioria dos lémures de Madagáscar estão ameaçados e um terço está à beira da extinção por causa da desflorestação e a caça. 

A organização atualizou a sua “lista vermelha” de espécies ameaçadas onde alertam para o risco em que se encontram os lémures, considerando que estão cada vez em mais perigo. Esta lista divide as espécies ameaçadas em “vulnerável”, “em perigo” e “criticamente ameaçadas”, estando os lémures nesta última categoria. 

São 33 as espécies de lémures que vivem no Madagáscar e 98% estão ameaçadas. Craig Hilton-Taylor, responsável pela elaboração da “lista vermelha” da IUCN, referiu que “temos agora menos de 10% da floresta original em Madagáscar. Portanto, naturalmente, isto tem um enorme impacto nas espécies que dependem dessas florestas, como os lémures”. A organização, sediada na Suíça, deixa o alerta também para a extinção das baleias francas do Atlântico Norte, já que são cada vez mais encontradas em redes de pesca, mas também depois de colisões contra navios. 

Craig Hilton-Taylor defende que esta situação, das baleias francas do Atlântico Norte, é um resultado das alterações climáticas porque elas estão a migrar para as rotas de navegação do norte. Segundo o responsável da IUCN, em 2018 existiam menos de 250 baleias, representando uma queda da população de 15% desde 2011.

A “lista vermelha” da IUCN estuda a situação de aproximadamente de 6 mil espécies que se encontram em maior perigo de extinção, mas refere também mais de 120 mil espécies de plantas, animais e fungos que estão em perigo. Craig Hilton-Taylor diz que “estamos a entrar numa sexta era de extinção e tudo se deve a atividades humanas” e aponta para a introdução de espécies em lugares onde não pertencem, o uso excessivo de espécies, a limpeza de florestas para dar lugar à agricultura, a urbanização, a poluição e as alterações climáticas como motivo desta situação.

O relatório também sugere que a pandemia da covid-19 como uma oportunidade para reverter este processo devido à paragem da atividade económica e humana que aconteceu nos últimos meses.

 
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