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Legislação que garante igualdade dos surdos não está a ser posta em prática

Marisa Matias assume o compromisso de “obrigar à aplicação da legislação” que garante a igualdade dos surdos, por entender que estamos a falar de “uma questão de dignidade”, e sublinha que “dar voz a quem não a tem” é uma das funções do Presidente da República.
Foto de Paulete Matos

A candidata presidencial visitou, esta terça-feira, a Federação Portuguesa de Associações de Surdos, onde alertou para as barreiras e problemas que estas pessoas enfrentam em Portugal, e onde destacou que o Presidente tem um importante papel nesta matéria.

Segundo Marisa Matias, “até temos uma legislação muito avançada” mas "o problema é não ser posta em prática e continuar a haver discriminação". A candidata sublinhou que é preciso “fazer cumprir os direitos”, e que “é mais do que obrigatório [o Presidente da República] dar voz a quem não tem e neste caso obrigar a que a lei seja posta em prática”.

Marisa Matias, que participou igualmente numa aula introdutória de Língua Gestual Portuguesa, assinalou que há um “desinvestimento na aprendizagem da língua” e assinalou o facto de não haver acesso ao 112, que são “direitos básicos” que existem na legislação, mas que não estão a ser cumpridos.

Já Pedro Costa, Presidente da Federação, destacou que “a legislação existe, mas em termos práticos ela não acontece”, e que “em termos de educação, da acessibilidade, dos direitos humanos” estas questões “continuam na gaveta”, porque “funcionalmente não têm acontecido”. Pedro Costa apelou para “que abram as gavetas, tirem o pó da legislação e passem a utilizá-la”, e pediu para que a interpretação da língua gestual nos programas televisivos tenha um espaço maior do que o atual quadrado no canto da imagem, e sublinhou a necessidade de haver legendagem, como tem sido prática nos materiais de campanha de Marisa Matias.

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