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Líbano e Gaza: ISRAEL BOMBARDEOU AEROPORTO DE BEIRUTE

lusatanqueisrael-libano01Israel bombardeou esta madrugada o aeroporto internacional de Beirute e o ministério palestiniano dos Negócios Estrangeiros na cidade de Gaza. “Isto é terrorismo de Estado contra o povo palestiniano” foi como comentou o porta-voz do ministro palestiniano. Em resposta ao ataque ao aeroporto libanês o grupo Hezbollah lançou dezenas de mísseis sobre a cidade de Nahariya, no norte de Israel.

A captura de dois soldados israelitas por forças libanesas do Hezbollah no Sul do Líbano abriu uma nova fase do conflito iniciado pela ofensiva do Exército de Israel na Faixa de Gaza. O pretexto para a invasão, que se aprofundou ontem de madrugada, foi a captura de um soldado israelita por militantes palestinianos. Israel tem-se recusado persistentemente a negociar uma troca de prisioneiros, apesar de a proposta já ter sido feita e de os palestinianos reivindicarem a troca do soldado Gilad Shalit por mulheres e crianças palestinianas presas. A captura dos soldados israelitas no Sul do Líbano abre uma nova frente para Telavive.

O Hezbollah assegurou em comunicado oficial que os soldados estão em segurança e que o objectivo é fazer uma troca de prisioneiros. A última troca de prisioneiros entre Israel e o Hezbollah ocorreu em 2004, quando um empresário israelita e os corpos de três soldados foram trocados por 420 prisioneiros árabes.

A captura dos soldados israelitas ocorreu na sequência de violentos combates na região de fronteira do Sul do Líbano. Pelo menos sete soldados israelitas morreram nos combates.

O primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, considerou a captura dos soldados "um acto de guerra" e convocou uma reunião extraordinária do governo. Uma divisão da infantaria da reserva foi mobilizada.

A aviação israelita bombardeou pontes no Sul do Líbano e caças fizeram vôos rasantes sobre Beirute. As anti-aéreas libanesas dispararam durante cerca de meia-hora.

"O que fizemos hoje", disse em conferência de imprensa o secretário-geral do Hezbollah, Hassan Nasrallah, "é o único caminho viável para libertar presos das cadeias israelitas." Para ele, acções militares israelitas não vão trazer de volta os soldados. "A única maneira é a realização de uma negociação indirecta que chegue a uma troca."

O porta-voz do Hamas no Líbano, Osama Hamdan, disse à agência AP que o movimento palestiniano não coordenou a sua acção com o Hezbollah, mas que é natural que as duas organizações trabalhem em conjunto contra Israel. "Agora Israel tem de decidir quais são as suas escolhas, É cedo para falar dos detalhes da troca, mas não há dúvida que a operação do Hezbollah vai fortalecer as nossas exigências de troca de prisioneiros."

Desde o início da ofensiva em Gaza, Israel já prendeu um quarto do Parlamento eleito pelos palestinianos e metade do seu governo, também democraticamente eleito.

 Informação sobre o Hezbollah (em inglês)

 

 

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