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Justiça Climática: Encontro define como prioridade máxima travar exploração de petróleo e gás

Ao longo dos dois dias do Encontro Nacional pela Justiça Climática, que teve lugar em Lisboa, “foram definidas algumas das principais prioridades para o movimento pela Justiça Climática: travar a exploração de combustíveis fósseis em Portugal e reforçar a campanha pelos empregos climáticos”.

O Encontro Nacional pela Justiça Climática, co-organizado pelo movimento Climáximo e pelo Doutoramento em Alterações Climáticas e Políticas de Desenvolvimento Sustentável, reuniu este fim-de-semana, no Instituto de Ciências Sociais em Lisboa, mais de 100 activistas e académicos de várias regiões do país e de vários países.

“Ao longo dos dois dias do encontro foram definidas algumas das principais prioridades para o movimento pela Justiça Climática: travar a exploração de combustíveis fósseis em Portugal e reforçar a campanha pelos empregos climáticos”, lê-se num comunicado divulgado este sábado, que faz o balanço do encontro.

No documento, é referido que “depois da exposição da opacidade dos contratos de exploração de combustíveis fósseis entregues à Portfuel de Sousa Cintra no Algarve, ficou reforçada a resolução do movimento em solidificar a resistência à exploração em terra e no mar”.

Para esse efeito, “serão organizadas ações diretas no período já previsto de sondagens offshore em Sines, assim como a realização de um acampamento no Verão contra a exploração de gás e petróleo no Algarve, organizado em articulação com os movimentos anti-fracking e anti-petróleo locais”.

Terá ainda lugar uma “bicicletada”, com início em junho, que, “partindo de Viana do Castelo e chegando a Vila Real de Santo António, atravessará o país alertando as populações acerca do fracking previsto para 4 localidades em Portugal: Batalha, Pombal, Aljezur e Tavira”.

Já a 1 de maio, “será lançada a campanha pelos empregos climáticos, que trará a temática das mitigação das alterações climáticas em Portugal para a criação de emprego”.

Do Encontro Nacional pela Justiça Climática “saiu ainda a proposta da realização de um II Encontro Nacional pela Justiça Climática, depois do Verão, no Algarve, para avaliar e aprofundar as várias campanhas já lançadas”.

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