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Juros de depósitos são devorados pelas comissões e pela inflação, alerta a DECO

Segundo a revista Proteste/Investe as aplicações nos bancos em Portugal levam os clientes a perder dinheiro, sendo que "em dez instituições financeiras é preferível colocá-lo “debaixo do colchão", refere esta publicação da DECO.
Images Money/Flickr
Images Money/Flickr

Esta organização de defesa do consumidor foi a 20 bancos procurar soluções para aplicar 2500 euros por um ano e chegou à conclusão que as instituições bancárias "cobram mais em comissões de manutenção de conta do que os juros que o cliente irá receber.

No teste realizado, a revista Proteste/Investe indica que nos bancos online "não são cobradas comissões, o que os torna mais atrativos para aplicar as pequenas poupanças, mas o rendimento fica abaixo da inflação".

A Deco indica que os bancos oferecem para a aplicação de 2500 euros juros entre 1,8 e 36 euros, "mas as comissões de manutenção das contas podem chegar aos 83,2 euros", sendo que os depósitos de pequeno montante são devorados pelas comissões e inflação.

Nesta análise, a Deco refere também  que "em 10 bancos, abrir uma conta especificamente para aplicar 2500 euros a um ano significa perder dinheiro, uma vez que aquilo que é cobrado em  comissões de manutenção da conta é mais elevado do que os juros que o cliente vai receber."

Segundo as contas da Proteste/Investe, se um português "tem um pequeno pé-de-meia - 2500 euros, por exemplo- no seu banco de sempre e tendo em conta que o rendimento médio de um depósito a 12 meses anda na casa dos 0,3% ao ano, "ao fim de um ano terá um ganho de  7,5 euros".

Ou seja, "menos do que precisaria de receber para fazer face à inflação prevista em 2016 (1,2%) e cerca de 5 a 11 vezes menos do que paga ao próprio banco para este guardar o seu dinheiro e usá-lo em benefício próprio, para se autofinanciar".

A Deco volta a lembrar que a proibição de "as instituições bancárias de cobrarem comissões por manutenção de contas é uma luta" que se mantém há dois anos.

Por isso, a organização reiterou junto do Banco de Portugal e dos partidos parlamentares, "a urgência na aprovação de legislação que proíba as comissões de manutenção, ou que, em alternativa, as permita, mas apenas na medida em que correspondam a encargos pelos serviços adicionais efetivamente prestados ao consumidor".

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