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Juncker deixa chantagem a Bélgica devido a impasse no CETA

Presidente da Comissão Europeia exortou Bélgica a "refletir sobre o seu modelo de funcionamento” face ao adiamento da assinatura do acordo de comércio livre com o Canadá (CETA), imposto pelo bloqueio da Valónia.
Foto Olivier Hoslet/EPA/LUSA

Em conferência de imprensa após a cerimónia de assinatura do acordo comercial entre o Canadá e a Europa (CETA, a sigla em inglês para “Comprehensive Economic and Trade Agreement”), Jean-Claude Juncker criticou o papel da Valónia nas negociações.

"Sei a importância do debate intrabelga e a incompreensão que o papel que a Valónia desempenhou suscitou noutras partes da Europa", destacou o presidente da Comissão Europeia (CE), sublinhando que o “interlocutor da CE não é esta região, e sim o governo federal".

"Fizemos uma exceção à regra", referiu, deixando um claro aviso à Bélgica para que "reflita sobre o seu modelo de funcionamento quando se trata de relações internacionais".

Juncker reagia assim ao facto de a Valónia se ter oposto formalmente à assinatura do Tratado, que acabou por ser firmado a 30 de outubro, o que se traduziu, inclusive, no cancelamento de uma primeira cimeira com o Canadá, prevista para quinta-feira passada em Bruxelas.

Em outubro de 2015, a Valónia enviou para a Comissão Europeia (CE) a resolução votada pelo seu parlamento na qual eram enumeradas as suas reservas face ao CETA, contudo, a CE só começou a discutir o documento com os valões a 4 de outubro de 2016.

A região da Bélgica alertava para as consequências nefastas do tratado no que respeita a leis laborais, proteção do ambiente e do consumidor, destacando o poder excessivo dado às multinacionais, inclusive para intimidar os governos.

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