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João Paulo Guerra nomeado provedor do Ouvinte da RTP

Depois do Presidente do Conselho de Opinião assumir a impossibilidade de fundamentar o veto de João Paulo Guerra para o cargo de provedor do Ouvinte, o Conselho de Administração assumiu como nula a deliberação e confirmou a sua nomeação.
João Paulo Guerra
João Paulo Guerra

O Conselho de Administração da RTP anunciou que João Paulo Guerra assume a partir de hoje as funções de provedor de Ouvinte, depois do Conselho de Opinião ter informado que não era possível fundamentar o “chumbo” do jornalista para o cargo. 

O chumbo de João Paulo Guerra no final de janeiro chocou a comunidade jornalística e a opinião pública, tendo vários membros daquele órgão enviado uma carta ao Presidente do Conselho - Manuel Coelho da Silva -,  onde expressaram a estranheza da situação, considerando que não foi apresentada nenhuma crítica à nomeação durante o debate no Conselho.

Concluíam por isso”não estarem reunidas as condições exigidas pela alínea 5 do artigo 34º dos Estatutos da RTP para parecer desfavorável do Conselho e Opinião, a saber, que seja “devidamente fundamentado no não preenchimento dos requisitos previstos no número 1”, exigindo esses requisitos serem “personalidades de reconhecido mérito profissional, credibilidade e integridade pessoal cuja atividade nos últimos cinco anos tenha sido exercida na área da comunicação.” 

Jorge Wemans, nomeado para provedor do Telespectador, afirmou estar “atónito e profundamente chocado com o resultado da votação”, tal como Jorge Campos, deputado do Bloco de Esquerda, que vêm em João Paulo Guerra “um dos nomes de referência do jornalismo em Portugal”. 

João Paulo Guerra é jornalista desde 1962, tendo passado pela rádio - atualmente é colaborador da Antena 1 -, pela televisão e imprensa.

Numa nova reunião realizada esta segunda-feira, o Conselho de Opinião concluiu “não ser possível fundamentar” o chumbo de João Paulo Guerra para provedor do Ouvinte. A decisão foi por isso enviada para o Conselho de Administração “sem a exigida fundamentação”. Por sua vez, a administração da empresa assumiu que, dado que o Conselho de Opinião se viu “impossibilitado de fundamentar a sua deliberação (…) a ausência da fundamentação exigível torna a deliberação nula”. 

Por explicar fica a relação de forças dentro do Conselho de Opinião que se mobilizou especificamente para chumbar sem fundamentação o nome de João Paulo Guerra, algo de inédito nas deliberação daquele órgão. 

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