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Itália: Renzi perde terreno nas eleições municipais

Reagindo aos resultados das eleições de domingo, o primeiro-ministro italiano diz que "não estamos contentes", mas que o resultado não terá influência no governo. Quem aproveitou a queda do PD e da direita foi o Movimento 5 Estrelas.
Foto European Council/Flickr

A vitória da candidata do Movimento 5 Estrelas em Roma foi o grande destaque das eleições municipais italianas. Virginia Raggi disputará a segunda volta com o candidato do Partido Democrata Roberto Giachetti. Também em Turim, o M5S disputará a segunda volta com um candidato do  partido do primeiro-ministro Renzi. O partido de Beppe Grillo apresentou listas em 251 das 1342 localidades em disputa.

O PD perdeu 100 mil votos em relação às eleições 2011 e viu os seus candidatos perderem terreno em todo o país, falhando a segunda volta ou disputando-a em muitas cidades onde dispunham de maioria absoluta. Mas essas perdas não foram aproveitadas pela oposição de direita: o partido de Berlusconi entrou em queda livre e a extrema-direita da Liga Norte e Fratelli d’Itália não passou a barreira da segunda volta.

“Não estamos contentes”, resumiu Matteo Renzi esta segunda-feira, destacando Nápoles – onde o presidente cessante, apoiado por partidos à esquerda do PD, disputará a segunda volta com um candidato de direita –  como “o pior resultado do PD”. Apesar das perdas, Renzi destacou que o PD continua a ser o maior partido em número de eleitos – ganhou em quase 1000 localidades – e assegurou que o voto de protesto desta eleição não fará cair o governo. No entanto, se sofrer uma derrota no referendo que propôs para outubro, no sentido de reduzir os poderes do Senado, isso “terá repercussões no governo”, assegura Renzi, acreditando que o eleitorado sabe distinguir as escolhas.

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