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Itália prolonga proibição de despedimentos até março

Depois de semanas de negociações com os sindicatos em que insistia que a proibição dos despedimentos só poderia ir até janeiro, o primeiro-ministro Conte cedeu.
Giuseppe Conte anuncia medidas de combate à Covid-19 no Parlamento Italiano. Foto de Maurizio Brambatti/Flickr.
Giuseppe Conte anuncia medidas de combate à Covid-19 no Parlamento Italiano. Foto de Maurizio Brambatti/Flickr.

O primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte, anunciou na passada sexta-feira o prolongamento da proibição de despedimentos até 21 de março de 2021, segundo anuncia o jornal italiano Il Fatto Quotidiano.

Esta medida foi acordada com os sindicatos depois de semanas de negociações. Mas há também contrapartidas que agradaram à Confindustria. A confederação patronal do país recebeu em troca o cancelamento, durante as 12 semanas em que a proibição dos despedimentos foi acrescida, da contribuição adicional que estava a ser cobrada às empresas que não tivessem tido quebras no faturação.

O chefe de governo italiano diz que a medida pretende trazer “uma mensagem de certeza e segurança a todo o mundo do trabalho”. Isto depois de ter feito finca-pé durante muito tempo em não a estender além do próximo mês de janeiro. “Mais não podemos fazer”, acrescentou.

As centrais sindicais CGIL, Cisl e Uil reagiram em comunicado conjunto no qual consideram a extensão da proibição de despedimentos “um bom resultado para os trabalhadores e trabalhadoras e para o país.” O dirigente da CGIL, Maurizio Landini, em declarações ao mesmo jornal congratulou-se: “Fizemos um bom trabalho juntos. Precisávamos dar uma mensagem e demos”.

A segunda vaga atinge Itália, o governo endurece restrições

Já esta segunda-feira, Conte foi ao parlamento dizer que “a evolução da epidemia nos últimos dias é muito preocupante” e anunciar medidas mais duras no combate à pandemia. Estas não incluem um confinamento total do país mas a limitação de viagens para as regiões mais afetadas e um recolher obrigatório fazem parte deste pacote. Assim como o encerramento de centros comerciais ao fim de semana e a redução da lotação máxima dos transportes públicos para 50% (neste momento era de 80%). Ginásios, cinemas e teatros continuarão fechados e cafés, bares e restaurantes têm de fechar às 18 horas. Medidas dirigidas ao conjunto da população também já foram implementadas, como a obrigatoriedade de máscaras em locais e edifícios públicos e a restrição de receber mais do que seis pessoas em casa.

O país será dividido em três áreas de acordo com o nível de risco, avaliado através de 21 parâmetros nos quais se incluem itens como a taxa de infeção e a disponibilidade de camas hospitalares e as medidas são adequadas a cada um dos casos, revelou a Reuters.

A Itália enrenta uma segunda vaga de covid-19 que fez aumentar dez vezes o número de infetados num mês. Só esta segunda-feira houve 22,253 casos identificados e 233 mortes. Ao todo, morreram no país por causa da Covid-19 quase 40 mil pessoas. Atualmente há 375 mil pessoas em isolamento domiciliário, 19.840 hospitalizadas e 2.022 nos cuidados intensivos.

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