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Israel confirma bombardeamento na Síria

O exército israelita confirmou esta segunda-feira que atacou alvos militares iranianos na Síria. Responsáveis militares iranianos respondem afirmando-se preparados para o confronto.
Ponte destruída na Síria por um bombardeamento israelita em 2006. Foto de Aldas Kirvaitis

É um ato relativamente inédito. O exército israelita não costuma admitir publicamente as suas operações militares, nomeadamente os bombardeamentos que tem efetuado, na Síria. Mas esta segunda-feira emitiu um comunicado em que informava que fez no passado domingo um raid perto do Aeroporto Internacional de Damasco. Um comunicado que servia também de ameaça. Nele se avisavam as forças armadas sírias “contra qualquer tentativa de prejudicar as suas forças ou o território israelita”.

O exército sírio e a televisão oficial confirmaram que sucessivas vagas de misseis, que terão durado cerca de uma hora, foram disparadas. Mas acrescentou que as defesas aéreas sírias destruiram os mísseis. Diferente versão contam quer os observadores no terreno que referem a existência de onze vítimas mortais dos bombardamentos, quer o principal aliado do governo sírio, o exército russo, que avança a existência de quatro soldados sírios mortos.

As forças armadas de Israel têm atacado, sem propagandear, alvos do Irão e do movimento libanês Hezbollah, aliados de Bashar al-Assad, em território sírio. Benjamin Netanyahu, que enfrenta eleições a 9 de abril, afirmou no domingo que o exército israelita tem levado a cabo “centenas” de ataques contra alvos iranianos na Síria e admitiu que tem “uma política permanente de atacar o entrincheiramento iraniano na Síria e magoar quem quer que nos tente magoar.”

O governo iraniano não responde às acusações israelitas de que as suas forças militares dispararam um míssel de uma zona próxima de Damasco para os montes Golã. Mas face à ofensiva, o chefe da Força Áerea iraniana Aziz Nasirzadeh responde à situação afirmando que o seu país “está totalmente preparado e impaciente para se confrontar com o regime sionista e eliminá-lo da terra”.

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