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Irão normaliza abastecimento de combustíveis depois de ciberataque

Foram atacados 4.300 postos de venda de gasolina e os iranianos deixaram de poder usar o cartão de abastecimento que lhes permite ter preços subvencionados pelo Estado. As autoridades falam num ataque externo de “forças anti-iranianas".
O presidente iraniano, Ebrahim Raisi, visita um posto de abastecimento de combustíveis para mostrar a normalização da situação depois do ciberataque. Foto: Gabinete Presidencial Iraniano.
O presidente iraniano, Ebrahim Raisi, visita um posto de abastecimento de combustíveis para mostrar a normalização da situação depois do ciberataque. Foto: Gabinete Presidencial Iraniano.

Durante três dias, um ataque informático de fonte não identificada atingiu 4.300 postos de venda de gasolina no Irão. Grande parte da rede de abastecimento de combustíveis está ligada a um sistema central e os consumidores têm de apresentar um documento digital, uma vez que parte da venda é subvencionada pelo Estado. Este ataque foi feito através desse cartão eletrónico. As máquinas deixaram de permitir pagamento e passaram a apresentar a mensagem “ataque informático 64411”.

As autoridades iranianas dizem que a situação está finalmente normalizada.

O secretário do Conselho Supremo do Ciberespaço iraniano, Abolhassan Firouzabadi, anunciou um inquérito que demorará dez dias mas as autoridades são unânimes em atribuir o ataque a fontes externas “anti-iranianas”. Isso mesmo declarou o presidente da República, Ebrahim Raissi, que acrescentou que “no domínio da guerra cibernética, é preciso estar seriamente preparado e as instâncias respetivas não devem permitir ao inimigo prosseguir os seus objetivos sinistros neste domínio”.

Não é o primeiro ataque informático de que o país é alvo. Recentemente, um outro colocou em causa os caminhos de ferro. Também então o número 64411 surgiu como referência do ciberataque. E anos antes, em 2010, o vírus Stuxnet atacou particularmente o Irão, estando as suas centrais nucleares entre os principais alvos.

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