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“Investir na Saúde é uma questão central na política nacional e europeia”

Catarina Martins esteve no posto médico de Mamodeiro, em Aveiro, que só tem médico às segundas-feiras à tarde. A coordenadora bloquista reforçou a necessidade de aprovar uma Lei de Bases que proteja o Serviço Nacional de Saúde (SNS) e que o torne mais forte.
Catarina Martins e Moisés Ferreira no posto médico de Mamodeiro, em Aveiro. Foto de Paula Nunes.
Catarina Martins e Moisés Ferreira no posto médico de Mamodeiro, em Aveiro. Foto de Paula Nunes.

Catarina Martins contrariou a ideia falaciosa de que é preciso contrair o investimento nos serviços públicos e de que há trabalhadores do Estado a mais.

“Quando não se substituíram as pessoas que se estavam a reformar, isso significou retirar médicos” que eram necessários para garantir o acesso à saúde por parte de toda a população, defendeu a coordenadora do Bloco.

“Esta é a consequência concreta de atacar a capacidade do Estado de ter os trabalhadores de que precisa para as suas funções essenciais”, acrescentou Catarina Martins, sublinhando que reformam-se médicos, reformam-se enfermeiros que não são substituídos e são as populações que são penalizadas.

De acordo com a dirigente bloquista, “esta questão é central na política nacional e europeia”: “Se achamos ou não importante investir nos serviços públicos que servem toda a população. Para nós isso é fundamental”, frisou.

Conforme destacou Catarina Martins, o Bloco “tem estado nestas lutas muito lutas concretas, locais, como garantir que quando um médico se reforma é substituído para que o acesso à saúde seja assegurado”. Por outro lado, tem também se dedicado às questões gerais, “como fazer uma Lei de Bases da Saúde que proteja o SNS e que o torne mais forte” e assegurar a “capacidade de investimento e de contratação pelo Estado dos profissionais que são necessários e, desse ponto de vista, fazer o enfrentamento que é preciso com os tratados europeus”.

Catarina Martins, José Gusmão e Moisés Ferreira com utentes do posto médico de Mamodeiro, em Aveiro. Foto de Paula Nunes.

Questionada sobre se ainda é possível aprovar uma nova Lei de Bases da Saúde nestes moldes, a coordenadora bloquista frisou que, “se o Bloco desistisse cedo demais não tínhamos dado nenhum dos passos que demos nesta legislatura”.

“Até estar terminado todo o processo, faremos tudo ao nosso alcance para conseguir uma nova Lei de Bases da Saúde que responda aos problemas do país, que responda ao repto que nos deixaram António Arnaut e João Semedo para salvar o SNS”, garantiu Catarina Martins.

A dirigente do Bloco referiu que devemos “ser sérios no debate” sobre as parcerias público privadas (PPP), clarificando mais uma vez que os bloquistas não defendem que se possa “dispensar os cuidados de saúde que são prestados pelos privados”.

Catarina Martins e Moisés Ferreira no posto médico de Mamodeiro, em Aveiro. Foto de Paula Nunes.

O que o Bloco pretende é que só exista contratualização com os privados “quando o público não tem resposta” e que os hospitais que já são públicos não sejam geridos por privados que depois encaminham recursos e o financiamento dos hospitais públicos para o privado.

A “promiscuidade entre público e privado só tem prejudicado o SNS e o acesso a cuidados de saúde por parte de toda a população”, enfatizou Catarina Martins.

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